Talvez você não saiba, mas, recentemente, a Ben & Jerry’s anunciou que pararia de vender seus sorvetes nos territórios palestinos ocupados por Israel. O motivo justificado foi que o país era inconsistente com os valores da companhia.
Como assim? Recentemente, a marca sofreu grande pressão dos ativistas para se posicionar em nomes dos palestinos, depois dos conflitos na região.
Em resposta, os políticos israelenses acusaram a Ben & Jerry’s e a Unilever — sua controladora — a dar um passo anti-Israel. Inclusive, o novo primeiro-ministro do país ligou para o próprio CEO da Unilever, dizendo que a mudança teria sérias consequências.
E aí? A Unilever disse que a marca de sorvetes pode tomar decisões de acordo com sua “missão social”, mas, depois, seu CEO disse que o conglomerado continua comprometido com os negócios em Israel, tentando se desvincular da Ben & Jerry’s.
A relevância disso… Em meio a tantas aquisições, é interessante pensar como os posicionamentos de cada marca podem acabar impactando a holding como um todo.
Além do sorvete, mas ainda sobre posicionamento de negócios na região: Em 2018, o Airbnb disse que proibiria anúncios de propriedades israelenses na Cisjordânia, território que os palestinos afirmam que deveria fazer parte de seu estado.