Chamar de futuro talvez seja forçar a barra. Há uma tendência interessante no mercado de influência, que pode ser representada por algo que aconteceu com uma atriz brasileira.
Paolla Oliveira (protagonista em novelas globais) que possui mais de 30 milhões de seguidores em seu Instagram, se tornou sócia de uma rede de clínicas de beleza em troca de publiposts.
What? É isso que acabou de ler. A celebridade vai trocar a exposição da marca para sua audiência por um percentual de um negócio. Um conceito chamado “media for equity”.
A lógica: Ao invés de gastar milhões de reais em campanhas de marketing com influenciadores, uma empresa traz alguém com muito reconhecimento, capaz de alavancar a marca, atrair clientes e, com isso, retribui o alcance com parte societária no negócio.
Esse modelo não é tão novo assim. Deborah Secco, em 2019, se tornou sócia da Singu, uma empresa de bem-estar e beleza. Caio Castro, também fez um movimento parecido com a The Black Beef, rede de hamburguerias, em 2017.
É ganha-ganha? Pode ser. Se a relevância do agregador de audiência continua crescendo ao longo do tempo, a marca ganha força. Senão, pode deixar de ser útil em pouco tempo, com a saturação da audiência.
De volta ao deal… A entrada de Paolla na Lilly Estética fez parte de uma rodada de R$ 35 milhões para acelerar a abertura de lojas e fortalecer as assinaturas da rede, como a de Botox e Depilação a Laser.
Aliás, no modelo mídia por participação, esse é um outro ponto importante: fit. É importante que exista sinergia entre o influenciador, ou celebridade, com o público e o produto da empresa.