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MERCADO FINANCEIRO

A cerveja na contramão da economia

Enquanto o PIB tombou 4,1% em 2020, a venda de cerveja no Brasil cresceu 5,3%, alcançando o maior volume desde 2014, quando sediamos a Copa do Mundo.

Com os bares e restaurantes fechados, você deve imaginar que o consumo migrou para dentro de casa. O percentual de brasileiros que consumiu cerveja no conforto do sofá atingiu o recorde de 68,6%.

É uma tendência global? Pior é que não! Estamos mesmo bebendo mais. Fomos o único entre os 5 maiores mercados de cerveja a crescer tanto em valor quanto em volume em 2020. Nos EUA, por exemplo, houve queda de 3,4% em termos de volume.

Uma das explicações do crescimento por aqui é o comportamento de busca por relaxamento e algum tipo de prazer. Como consequência, o chamado “off-trade” (supermercados e online) saltou 17,6%.

E tem empresa surfando nessa alta. A Goomer, startup que digitaliza bares e restaurantes, recebeu recentemente um aporte de R$ 15 milhões. A empresa, que até então fornecia cardápios digitais em tablets e totens, montou um sistema para facilitar operações de delivery, sem taxa.

A plataforma criou uma ferramenta para que seus clientes, bares e restaurantes, criassem cardápios digitais — compartilháveis através de um link — e recebessem pedidos sem ter de pagar as altas comissões dos aplicativos.

E como monetizam? A empresa lançou sua versão paga, a GoomerGo, com recursos como um painel com o histórico de pedidos e uma ferramenta de cálculo de entrega. Agora, a projeção é pular de 20 mil para 50 mil estabelecimentos ativos nesse ano.

Voltando ao consumo de álcool, outros mercados que cresceram ainda mais que o da cerveja:

Gin – 13,2%

Vinhos – 15,2%

Cigarros – 12,3%

Como é segunda-feira… Com base no seu último final de semana, se depender de você, 2021 será mais um ano de recorde ou o mercado vai retrair?

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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