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El Salvador estabelece Bitcoin como moeda formal

Enquanto investidores mais conservadores olham para o Bitcoin como sua bisavó te olha quando usa calças rasgadas, El Salvador decidiu ir fundo na moda.

  • Desde ontem, o país da América Central estabeleceu o Bitcoin como uma moeda formal, sendo a primeira nação a fazer isso. 

As pessoas podem continuar usando o dólar, a moeda oficial, mas as empresas são obrigadas a aceitar o Bitcoin — a não ser que provem ser tecnologicamente incapazes.

Qual o objetivo da adoção? Cerca de 25% do PIB do país vem de salvadorenhos que não moram mais lá e enviam dinheiro de volta. Com o Bitcoin, evitariam-se milhões em taxas internacionais. 

O vislumbre: Segundo o presidente, o Bitcoin tem valor de mercado de US$ 680 bilhões e, se 1% dele for investido em El Salvador, o PIB do país aumentaria em 25%. 

Ao que parece, para alimentar o processo de mineração do Bitcoin, que gasta muita eletricidade, será usada a energia geotérmica dos vulcões do país.

Os contrapontos…

Há muitas críticas à decisão, já que…

  1. 80% da população diz não confiar plenamente na moeda;
  2. O país tem a segunda pior conectividade com a Internet da América Latina;
  3. 70% da população não tem sequer conta em banco. 

Além disso, o FMI, por exemplo, teme riscos à economia do país por causa das fortes oscilações do Bitcoin. Para outros, o movimento é uma jogada para desviar certas atitudes autoritárias do governo, como o enfraquecimento do poder Judiciário.

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A loucura no mercado de trabalho britânico

Nos últimos tempos, algumas manchetes chamaram atenção nos noticiários lá na terra da Rainha: 

  1. Ikea luta para fornecer cerca de 1.000 linhas de produtos por causa da escassez de motoristas; 
  2. Milkshakes do McDonald’s estão em falta no Reino Unido e a culpa é da falta de caminhoneiros; 
  3. 7 em cada 10 empresas estão encontrando mais dificuldades para preencher as vagas de trabalho neste ano.

De modo geral, o Reino Unido está enfrentando uma escassez histórica de trabalhadores — e de suprimentos. Mas, por quê?

Há o fator pandemia, que chacoalhou as pessos e seus cargos, com o direcionamento para trabalhos mais digitais e menos manuais.

Outro motivo, no entanto, é o Brexit. Desde que o Reino Unido saiu da UE, mais de 20.000 motoristas de caminhão deixaram o país por causa das restrições de fronteiras. 

Os efeitos disso: 

A lei do mercado vale não só para os preços dos produtos, mas também para os salários.

  • Salários: Com a mão de obra escassa, a remuneração oferecida aos trabalhadores britânicos está disparando, o que impacta na inflação. 
  • Preços: Com a falta de trabalhadores, a cadeia de suprimentos é prejudicada. Se as coisas não chegam às pessoas, sua “oferta” é baixa. Se a demanda segue firme e forte, o natural é que os preços subam.

Olhando para o futuro: Economistas brincam que é preciso “deixar o mercado de trabalho fazer o seu trabalho”, mas, outros, se preocupam com a possibilidade de um descontrole inflacionário por causa dessa transformação estrutural. 

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Entenda a polêmica; Uber e o aborto

Na última semana, falei sobre a nova lei antiaborto que entrou em vigor no Texas. Um dos pontos é que os cidadãos podem processar alguém por “ajudar” em um aborto — incluindo o motorista que levou a mulher até a clínica, por exemplo.

  • Com isso, a Lyft e a Uber, dois aplicativos de carona, anunciaram que vão pagar por todo o processo legal de qualquer motorista processado sob a lei. 

A Lyft disse que os motoristas não são responsáveis ​​por monitorar aonde seus pilotos vão ou o motivo da viagem, ao mesmo tempo que os passageiros não precisam se justificar. 

E não foram só os aplicativos de carona…

Os apps de relacionamento, como o Bumble e o Match Group (dono do Tinder), foram pioneiros no posicionamento contra a nova lei. 

  • As duas empresas, ambas chefiadas por mulheres, anunciaram a criação de um fundo de ajuda para quem busca o aborto. 

Por que é relevante? Enquanto muitas outras empresas se recusaram a comentar sobre a lei — como a American Airlines e a Dell, que tinham criticado as leis de voto restritivas — essas companhias decidiram se posicionar e até perder alguns clientes, já que a questão do aborto é uma das mais polêmicas no país.

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New York City debaixo d’água.

 No início da semana, a chegada do furacão Ida em Lousiana e todo seu potencial de destruição abalou os EUA; a tempestade causou inundações em vários estados do país, bloqueou estradas e interrompeu o metrô em NY, que teve a maior quantidade de chuva em 152 anos. 

A gravidade das chuvas foi tanta que 43 pessoas morreram em Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e Connecticut, e mais de um milhão de pessoas estão sem energia.

A situação… Há pouco tempo, o Senado americano aprovou um pacote de infraestrutura trilionário, que agora está nas mãos da Câmara. O projeto tem bilhões destinados à prevenção de desastres.

  • Com a chegada da tempestade, os defensores do plano têm pressionado as autoridades dos Estados Unidos para aprová-lo. 

Na prática: Uma construção de um sistema de defesa contra furações de US$ 14,5 bilhões em Nova Orleans, realizada depois do furacão Katrina em 2005, resistiu com sucesso ao Ida.

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A lei de aborto mais restritiva dos EUA

Ontem, entrou em vigor a lei mais restritiva dos Estados Unidos no que diz respeito ao aborto. Onde? No Texas.

O que a lei diz: Basicamente, qualquer aborto está proibido a partir da sexta semana de gravidez, quando ocorrem 85% de todos eles.

Sim, qualquer tipo de aborto — não há exceções para o estupro ou incesto.

Recompensa dedo-duro: qualquer cidadão poderá processar alguém suspeito de ajudar uma mulher a abortar — o que inclui de médicos ao taxista que a levou à clínica — além de poder receber US$ 10.000 por isso.

Ou seja… A lei não só proíbe o aborto, como também amedronta médicos e clínicas que realizam as intervenções.

Nos EUA, uma lei federal diz que os estados não podem restringir o aborto caso ele seja feito antes do feto ser capaz de viver fora do útero da mãe — 22–24 semanas.

Por que é tão relevante? Se os tribunais federais derem validade à lei do Texas, outros estados podem se mover para aprovar projetos semelhantes.

Vários grupos ativistas pediram à Suprema Corte para bloquear a legislação antes que ela entrasse em vigor, o que não aconteceu, embora o tribunal ainda possa intervir.

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União Europeia emite alerta: Não recebam turistas dos EUA

Depois de poucos meses de braços abertos, a União Europeia passou a recomendar que estados-membros proíbam viagens não essenciais dos EUA. É… nem a maior economia do mundo é bem-vinda no Velho Mundo.

O motivo? Uma análise técnica e fria em relação às infecções e hospitalizações por COVID-19 no país. Explico:

Para estar na seleta lista de países seguros, o país precisa ter menos de 75 novos casos por dia, a cada 100.000 pessoas, nos 14 dias anteriores — um limite que os EUA ultrapassaram em cerca de 7 vezes.

Os norte-americanos foram removidos dessa lista. Não é obrigatório aceitar a recomendação, mas é bem provável que os países com ego ferido o façam…

Como assim, ego ferido? Os EUA falharam em algo essencial em qualquer relação: reciprocidade. Embora os turistas americanos pudessem curtir o verão em Ibiza, suas fronteiras continuaram fechadas para os europeus, gerando raiva e frustração.

Analisando o quadro da COVID-19, hoje, a União Europeia tem mais pessoas com uma dose já recebida que os Estados Unidos — 64% vs 60%.

Zoom Out: Além dos EUA, Israel, Kosovo, Líbano, Montenegro e Macedônia do Norte também foram removidos. O Brasil se mantém fora da lista, apesar de alguns países do continente terem ido contra as recomendações para nos receber.

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Estudos apontam que imunidade natural pode te proteger mais da Delta do que a Pfizer

Novidades na ciência. Um estudo feito por pesquisadores de Israel constatou que a proteção imunológica natural desenvolvida após uma infecção por COVID-19 é mais potente contra a variante Delta do que as duas doses da vacina da Pfizer-BioNTech.

Esse é o maior estudo observacional do mundo até agora para comparar a imunidade natural e a induzida por vacina ao SARS-CoV-2.

Durante 75 dias (01/06 a 14/08), foram examinados mais de 30 mil registros médicos israelenses para descobrir o impacto da vacinação contra a variante Delta. O resultado sugere que a imunização natural é mais forte que a da vacina.

Pessoas vacinadas com a Pfizer tiveram quase 6x mais chances de se infectarem com a variante Delta e 7x mais probabilidade de terem um quadro com sintomas.

Por mais difícil que seja, tente olhar sem viés… O estudo não sugere que as pessoas não tomem a vacina ou que saiam por aí se contaminando, muito pelo contrário.

Os pesquisadores apenas dizem que a proteção gerada naturalmente após a infecção pode ser maior que a das duas doses da Pfizer contra a Delta.


Outro ponto importante; segundo o estudo, os indivíduos que foram previamente infectados e receberam uma única dose da vacina ganharam proteção ainda maior contra a variante. Em outras palavras, se você já teve COVID-19 e se vacinou, você está quase blindado.

Bottom line: De um jeito ou de outro, considerando que você pode se infectar mais de uma vez — você deve conhecer alguém que passou por isso —, a vacina é o meio mais previsível e controlado para a imunização em massa.

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Se não está dando certo com recompensas e incentivos, é hora das multas!

A Delta Air Lines, a terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos, decidiu cobrar US$ 200 extras por mês dos funcionários que não quiserem se vacinar.

O que está por trás disso? Nessa semana, falei com vocês que a aprovação total da vacina da Pfizer pelo FDA abriria espaço para a obrigatoriedade — ou outras medidas mais rígidas —, e demorou menos que o esperado para acontecer.

O contexto: O governo americano já disponibilizou a vacina para todos os adultos e fez parcerias até com a Olivia Rodrigo para incentivar a imunização. Agora, os empregadores estão dizendo: “Deixa com a gente, Biden”.

Além da saúde, há dinheiro envolvido. Todos os funcionários da Delta Air Lines que foram hospitalizados com COVID-19 não tinham sido totalmente vacinados, e cada uma dessas hospitalizações custou US$ 50 mil à empresa.

Com isso, todos os funcionários que recebem auxílio saúde da companhia e não se vacinaram vão “sofrer” no bolso. Críticos já estão levantando algumas questões sobre a medida…

Uma entidade do setor diz que as penalidades não podem ser abusivas — ou seja, reprimir ou ameaçar alguém de fazer algo;
A multa da Delta excede o percentual máximo de desconto permitido pela lei, em termos de folha pagamento ou benefícios.

Visão macro:

Viagens = Lucro. O setor de aviação quer eliminar a COVID-19 como você quer se livrar do vizinho chato que só toca som alto. Quanto mais rápido tudo isso passar, mais as pessoas vão viajar.

O ponto é… Fazendo uma comparação, as pessoas não pararam de fumar mesmo com a alta dos impostos. Será que vão se vacinar por terem a multa descontada de seus contracheques?

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Bem-vindos novamente

A Espanha anunciou que, a partir de agora, brasileiros totalmente imunizados — com qualquer uma das vacinas aqui aplicadas — podem entrar no país e curtir uma paella enquanto escutam flamenco.

A Espanha se juntou, então, à Suíça e à Finlândia, que também já abriram as fronteiras para os brasileiros vacinados com imunizantes aceitos pela OMS.

Por outro lado, países como a Alemanha e França também nos querem em suas terras, mas deixam de fora os que tomaram a CoronaVac, por não ter sido aprovada pela UE.

Qual a relevância? O aumento da lista de países abertos para o Brasil, que também inclui o Canadá, mostra que a melhora recente dos números brasileiros está nos tirando da “lista de excluídos”, que estávamos por conta da alta incidência da COVID-19.

A Irlanda, inclusive, permite que qualquer viajante brasileiro entre no país.

A situação da COVID-19 por lá;

Falando em número de casos registrados — em relação à população —, houve uma alta recente, sobretudo por causa da variante Delta.

Por outro lado, olhando as mortes, conclui-se que elas não acompanharam o aumento das infecções. Anyway, alguém já fazendo as malas, ou não faz a menor diferença?

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USA is on Pfizer

Ontem, o FDA — a Anvisa estadunidense — concedeu à vacina da Pfizer aprovação total. Na prática, o órgão concluiu, de forma definitiva, que a vacina da Pfizer é segura e eficaz contra a COVID-19.

Mais precisamente, o FDA constatou que a vacina tem 91% de eficácia, levando em conta dados de mais de 40 mil participantes.

Por que é relevante? Mais confiança no imunizante, não só nos EUA, mas no mundo todo. Você já deve ter ouvido alguém dizer que não se vacinaria porque o imunizante ainda não tinha aprovação total.

Dados mostram isso: 3 a cada 10 pessoas diziam que estariam mais propensas a se vacinarem com um imunizante totalmente aprovado.

O impacto direto na vida das pessoas

Com o endosso definitivo pela ciência, acredita-se que a decisão vai fazer com que hospitais, faculdades, empresas e corporações tornem a vacina obrigatória.

O Pentágono, inclusive, anunciou ontem que vai enviar diretrizes aos 1,4 milhão de membros do serviço ativo do país, ordenando que sejam vacinados. Na mesma linha, Biden se pronunciou e implorou para que todos se imunizem.

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