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Japão está lidando com o problema da morte solitária

Imagem: HubPages

Na primeira metade do ano, quase 40 mil pessoas morreram sozinhas em suas casas no Japão — sendo que 10% dos corpos só foram descobertos mais de um mês depois da morte.

A questão demográfica: O problema está diretamente ligado ao rápido envelhecimento no país, já que a grande maioria dos falecidos tinha 85 anos ou mais.

  • Hoje, o Japão já tem a população mais velha do mundo, com quase 1/3 de idosos. Ao mesmo tempo, a taxa de natalidade vem caindo e as mortes ultrapassam os nascimentos.

Como resultado… Com uma das maiores expectativas de vida do mundo, muitos idosos não têm familiares com quem podem contar e acabam morando sozinhos até o fim da vida.

A questão virou comum a ponto de uma nova indústria ser criada no país: a de limpeza de casas depois da morte de pessoas que moram sozinhas. As empresas dessa área já movimentam mais de US$ 4 bi por ano.

By the numbers: Até 2050, mais de 10 milhões de idosos japoneses vão viver sozinhos. O número total de lares com só uma pessoa também deve aumentar, chegando a 23 milhões.

Nas palavras do primeiro-ministro do Japão, o problema do envelhecimento é tão grave que o país corre o risco de não conseguir funcionar como uma sociedade com tanta redução da população economicamente ativa.

Bottom-line: Pensando nisso, o governo liberou US$ 25 bi para ajudar famílias com filhos, pensando em “aumentar a renda dos jovens que querem ter bebês”. No entanto, o projeto ainda não rendeu resultados.

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O lugar onde nenhum ser humano vai pisar por 100 mil anos

Imagem: Onkalo GDF

A Finlândia está prestes a ser o primeiro país do mundo a encontrar uma forma permanente de lidar com o lixo nuclear. A solução? Enterrar tudo a 450 metros abaixo da terra.

Por que isso importa? Resíduos nucleares continuam radioativos por muito tempo, e os riscos de eles contaminarem o meio ambiente e seres humanos sempre foram um sinal de alerta.

  • Hoje, todo esse lixo nuclear é resfriado em grandes piscinas e, depois, segue para depósitos isolantes.

A ideia é isolar tudo em profundas tumbas por pelo menos 100 mil anos, que é o tempo que o lixo atômico deixa de ser perigoso — para o meio ambiente e para os seres humanos.

The big picture: A energia nuclear é responsável por cerca de 9% da eletricidade do mundo, sendo usada principalmente para reduzir as emissões de carbono causadas por outras formas de produção.

Com a demanda por energia crescendo cada vez mais nos data centers de inteligência artificial, muitas empresas têm olhado para os reatores. Até o Bill Gates investiu US$ 1 bilhão nesse mercado.

No longo prazo, o governo finlandês acredita que o modelo vai servir de inspiração para outros países, principalmente na Ásia e nos EUA, onde o uso de energia nuclear é relevante.

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Os trens parados no Canadá podem mexer com o mundo todo

Quase 10 mil funcionários das duas maiores empresas de ferrovias no Canadá entraram em greve geral depois de não conseguirem um acordo sobre segurança no trabalho e redução de jornada.

Neste momento, 3 em cada 4 trens canadenses — de carga e de passageiros — estão completamente parados. O Canadá depende das ferrovias para transportar alimentos, petróleo, madeira, fertilizantes e carvão.

Os cálculos mostram que a paralisação pode custar cerca de US$ 250 milhões por dia aos cofres canadenses. Mas a coisa ultrapassa as fronteiras…

Isso porque o Canadá é o 2º maior parceiro comercial dos EUA, e 75% dos produtos transportados de um país para o outro vão pelos trilhos. No fim do dia, os preços podem subir na Terra do Tio Sam.

  • Além disso, o Canadá é o 2º maior exportador de fertilizantes no mundo, transportando grande parte deles por trens. O agro mundial, incluindo no Brasil, também pode sentir o peso.

O que acontece agora? As empresas estão pedindo para o governo forçar os sindicatos a negociarem, mas o primeiro-ministro Justin Trudeau tem se recusado a intervir.

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Tour pelas principais manchetes ao redor do mundo

O maior deal do setor no ano. A Mars, dona de marcas como Snickers e M&M’s, fechou um acordo para comprar a Kellanova, proprietária de marcas como Pringles e Cheez-It, por US$ 36 bilhões.

Se espalha entre pessoas e animais: A OMS declarou a mpox — a varíola dos macacos — como uma emergência de saúde pública internacional, depois de um surto na África e a baixa quantidade de vacinas. O Brasil é o 2º país com mais casos da doença desde 2022.

Bateu saudades por aí? Em um evento no Brasil, o criador do Orkut disse que a queridinha dos anos 2000 pode voltar a funcionar. Ele está conversando com executivos de SP para o grande retorno, como uma alternativa às “mídias sociais tóxicas”.

Jogo virando: Depois de 2 anos, a Guerra da Ucrânia mudou de foco e agora está concentrada no território russo. A perda de algumas cidades levou Putin a tirar tropas de regiões ucranianas para voltarem ao país e impedirem o avanço das forças de Zelensky.

“¡Adiós hermanos!” O presidente do México disse que não quer mais saber de conversas com os líderes do Brasil e da Colômbia sobre a situação eleitoral na Venezuela. O governo mexicano jogou a toalha porque, em outubro, a presidente eleita vai assumir o comando do país.

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EUA: McDonald’s inicia campanha de apoio à políticos que são contra pauta do salário mínimo

O McDonald’s tem se envolvido cada vez mais na política americana, colocando milhões ($) em candidatos e grupos de debate.

O que está por trás do movimento? Os gastos da rede com os políticos passou a crescer depois que leis de salário mínimo para trabalhadores de lanchonetes foram aprovadas em alguns estados.

Além do “Méqui”, outras companhias disseram que as medidas aumentaram seus custos e cortaram os lucros, fazendo os preços dos lanches subirem e as horas de trabalho serem cortadas.

Só na Califórnia, o Sr. Ronald McDonald desembolsou US$ 6 milhões no ano passado apoiando candidatos — democratas ou republicanos — que são contra a pauta do salário mínimo.

Isso é 23x o que a empresa gastou com política no estado de 1999 até 2012, e mostra como uma das maiores empregadoras dos EUA, com 150 mil funcionários, tem colocado a questão como prioridade.

Antes que você estranhe ou suspeite… Diferente do Brasil, a doação de empresas para políticos e partidos é permitida nos EUA. Por lá, esse movimento de lobby é comum em pautas que mexem com os negócios das companhias.

Falando em eleição; os números dos democratas melhoraram depois da saída de Biden. Nas últimas pesquisas, Kamala Harris vence por pequena margem em 3 dos 7 estados decisivos nos EUA.

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“Se entrega que eu te livro”, diz EUA para Maduro

O governo de Joe Biden parece estar tentando convencer Nicolás Maduro a deixar o poder na Venezuela em troca de uma anistia — um perdão por todos os crimes que o ditador cometeu.

A Casa Branca já reconheceu a vitória da oposição e quer que Edmundo Gonzáles assuma a presidência em Janeiro. Para isso, mobilizou uma série de diplomatas para conversarem de forma secreta com os assessores do venezuelano.

Caso Maduro aceite e a transição aconteça de forma pacífica, os EUA garantem que nem o golpista e nem seus principais aliados vão correr o risco de ser presos ou extraditados para outro país.

Relembrando… Maduro e outros membros do governo são acusados de narcoterrorismo pela justiça americana e não podem pisar nos EUA. Há, inclusive, uma recompensa de US$ 15 milhões pela cabeça dele.

Essa é a bala de prata da oposição; como Maduro tomou o controle do Exército, do Congresso e da Suprema Corte, a intervenção americana pode ser o único caminho para restabelecer a democracia no país.

Será que ele aceita? As chances parecem pequenas, até porque a situação está “sob controle” para o ditador, que tem militares na rua fazendo prisões e censura das redes sociais — WhatsApp e X já não funcionam normalmente.

A negociação dos americanos deve continuar, ao mesmo tempo que os presidentes do Brasil, Colômbia e México — que são de esquerda e mais simpáticos a Maduro — também querem marcar uma reunião com ele.

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Mundo pode ultrapassar limite climático importante

A Organização Meteorológica Mundial afirmou que a temperatura global deve aumentar 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais até 2027.

O provável aumento tem como motivos (i) os gases que vem da queima de combustíveis fósseis e (ii) o El Niño, que é um fenômeno natural que, aliás, está acontecendo neste ano.
Por que importa? Os cientistas consideram que chegaremos em um ponto de inflexão importante, já que, a partir dele, eventos extremos como inundações, secas, incêndios e escassez de alimentos podem aumentar drasticamente.

Para ter uma ideia, os últimos oito anos foram os mais quentes da história. E deve piorar: há 98% de chance que, até 2027, se registrado o ano mais quente do planeta.

Na prática, só nos EUA, 13 milhões de pessoas podem ter que se mudar por causa do aumento do nível do mar.

Ainda dá tempo de impedir o aumento? A janela está se fechando, mas ainda parece ser possível sim, reduzindo a queima de combustíveis fósseis e adotando a energia limpa.

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A cada dois segundos nasce um bebê prematuro no mundo

De acordo com um relatório da OMS o mundo registrou 152 milhões de partos de bebês prematuros entre 2010 e 2020. No geral, essas taxas não melhoraram em nenhuma região do mundo.

Por que isso é relevante? O nascimento prematuro se tornou a principal causa de mortes infantis, representando 1 em cada 5 de todos os óbitos antes dos 5 anos de idade.

Segundo a organização, existe uma “emergência silenciosa” desses nascimentos antes da hora, que impede o progresso na melhoria da saúde das crianças.

A situação pelo globo; apenas 1 em cada 10 bebês extremamente prematuros — com menos de 28 semanas — sobrevive em países de baixa renda, em comparação com mais de 9 em cada 10 em países de alta renda.

O sul da Ásia e a África Subsaariana têm as taxas mais altas desse tipo de parto. Juntas, as duas regiões respondem por mais de 65% dos nascimentos prematuros em todo o mundo.

Além disso, mudanças climáticas e danos ambientais estão aumentando o risco para mulheres e bebês. Para você ter uma ideia, estima-se que a poluição do ar contribui pra 6 milhões de nascimentos precoces a cada ano.

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Voltinha ao redor do globo

Isso que é ajuda. Os EUA planejam anunciar um novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia no valor de US$ 1,2 bilhão. A “mãozinha” vai incluir sistemas de defesa aérea, munição e fundos para treinamento.

Tensão no Oriente Médio. Um dia depois que ataques israelenses mataram 3 líderes palestinos — e cerca de 20 civis —, mais de 270 foguetes foram lançados de Gaza em direção a Israel. Desde o início do ano, mais de 150 pessoas já morreram pelo conflito.

Impeachment de Lasso. A Assembleia do Equador aprovou, ontem, um novo processo de impeachment contra o seu presidente, Guilherme Lasso, acusado de desvio de verba na gestão da petroleira equatoriana. O processo deve ser votado em 10 dias.

50 pra 40. O Painel dos EUA atualizou ontem suas diretrizes para recomendar que as mulheres comecem a fazer mamografias bienais aos 40 anos, em vez dos 50. A mudança ocorreu porque o câncer de mama está se tornando mais prevalente entre mulheres de 40 a 49 anos.

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O interminável conflito

Há exatos seis meses, a Rússia invadia a Ucrânia para tentar tomar a capital, Kiev, em uma ofensiva rápida.

Mas a coisa não saiu como o esperado e o conflito armado continua acontecendo…
A guerra já matou mais de 5 mil civis na Ucrânia, tendo vitimado algo próximo a 9 mil soldados ucranianos e 15 mil russos. Estima-se, ainda, que são 6 milhões de refugiados.

O impacto econômico. As sanções econômicas de países do ocidente à Rússia e a resposta de Putin estão gerando problemas ao redor do mundo. Crise energética, inflação galopante e incertezas estão rondando o cenário econômico mundial.

A Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano e quer realizar referendos nas regiões anexadas, nos mesmos moldes do ocorrido na Crimeia.

Putin está oferecendo cidadania aos residentes, além de estar adotando símbolos russos, referências à União Soviética e adoção do idioma russo.
As mudanças não param por aí. As escolas das áreas ocupadas estão adotando o currículo russo, além dos cidadãos serem incentivados a seguirem leis tributárias russas.

Em uma palavra: incerteza. Depois de longos seis meses, muitas peças estão sobre o tabuleiro — e parece que os jogadores estão só começando o duelo.

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