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EUA investiga doença misteriosa em oficiais da Casa Branca

No mínimo, estranho. Por mais bizarro que isso possa parecer, os Estados Unidos estão investigando uma síndrome peculiar que possivelmente está atacando alguns embaixadores e membros do governo de forma misteriosa.

Como assim? A chamada Síndrome de Havana parece ter atingido dois funcionários da Casa Branca recentemente. Ambos são oficiais do Conselho de Segurança Nacional e foram acometidos por sintomas que incluem a perda de audição e danos cerebrais.

Muito embora não exista uma resposta definitiva para a causa disso, o país voltou a investigar mais a fundo o que houve com os dois oficiais e mais de 130 agentes que também foram atingidos pela doença.

Um pouco de história…

A suposta doença foi chamada de “Havan Syndrome”, pois foi originalmente identificada em 2016, em embaixadores americanos que viviam na capital de Cuba, Havana.

A suspeita é que tenha sido causada por “ataques sônicos” e ondas dirigidas. O governo americano investiga os casos, desde então, e um estudo encontrou “anormalidades cerebrais” nos diplomatas que adoeceram.

Médicos disseram que imagens cerebrais de 21 funcionários norte-americanos afetados mostraram mudanças estruturais no cérebro que não haviam sido associadas a qualquer distúrbio conhecido. Cuba, no entanto, rejeitou o relatório.

Parece exagero? Pior é que sim. Porém, se serve de base, na época, o Canadá também cortou o pessoal da embaixada em Cuba depois que pelo menos 14 de seus cidadãos relataram sintomas semelhantes.

De onde vem essa informação? Você pode escolher. CNN, USA Today e CNBC. Todos relataram o que você acabou de ler. Há até uma página específica sobre isso na Wikipédia.

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Chile escolhe redatores para sua nova constituição.

Durante o final de semana, os chilenos tiveram a oportunidade de escolher as 155 pessoas que irão escrever o novo texto constitucional do país.

O movimento acontece depois de quase 80% da população, por meio de um referendo, votar a favor de uma nova constituição em outubro do ano passado.

O referendo foi fruto das fortes manifestações populares no país em 2019, que exigiam mudanças especialmente em relação à constituição atual.

Uma faca de dois gumes…
Para muitos, a constituição em vigor, elaborada durante a ditadura militar que o país viveu entre 1973 e 1990, é pouco social e fortalece excessivamente a inciativa privada.

Por outro lado, muitos dizem que o caráter excessivamente liberal e pró-negócios são fundamentais para o crescimento econômico e a estabilidade do Chile.

Por que isso é relevante? Além do Chile ser um dos países mais desenvolvidos da América Latina, pense que o principal instrumento da democracia do país está sendo feito do zero, com atributos jamais vistos em nenhum lugar do mundo.

A nova constituição chilena será a primeira a garantir a paridade de gênero em redação, ou seja, o número de homens e mulheres que irão escrever os novos artigos do texto constitucional deve ser idealmente similar. Além disso, 17 de suas 155 vagas serão reservadas para comunidades indígenas.

O órgão começará a funcionar em junho e os escolhidos passarão no máximo 12 meses elaborando o novo instrumento. Depois disso, os chilenos votarão novamente para a aprovação do texto final. Se não for aprovada, o país voltará ao texto atual e o processo será encerrado.

Se for aprovada, ela se tornará o texto constitucional mais novo do mundo. Na teoria, é provável que ela seja um reflexo ou, ao menos, traga alguns elementos do mundo contemporâneo, que não eram contemplados na década de 1970.

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O grande dia chegou

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) anunciou que os americanos totalmente imunizados contra a COVID-19 não precisam mais usar máscaras; nem em lugares fechados. Aleluia!

Há algumas exceções, como locais de saúde, transporte público, abrigos e aeroportos. Fora isso, quem está totalmente vacinado pode fazer a festa, literalmente.

Vocês já devem estar imaginando… Flexibilizar as medidas aos que já estão imunizados incentiva aqueles que não estão pensando em tomar a vacina a mudarem de ideia. Afinal, quem não quer sair de casa sem precisar pensar em máscara?

Além disso, se não houvesse nenhuma mudança significativa na vida dos que se vacinaram, o efeito poderia se tornar o inverso, ou seja, menos pessoas procurariam por vacina, por não enxergarem um benefício imediato em se imunizar.

Joe Biden reforçou o anúncio das autoridades e disse que a nova recomendação é um grande marco na história, que se fez possível pelo excelente trabalho do país no combate à pandemia.

As máscaras podem ir pro lixo? Ainda não. O anúncio do CDC serve como uma orientação e muitos estados e regiões ainda têm mandatos de máscara que devem ser respeitados. O órgão reforçou que o que prevalece são as exigências da lei, de acordo com cada local.

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Cada dia mais tenso: Continua o conflito entre Israel e Palestina

A ONU está alertando que o conflito entre Israel e Palestina caminha para uma guerra de grande escala, pedindo por um imediato cessar-fogo. A questão envolve desde propriedades privadas a acessos a locais sagrados.

Esse é o momento mais violento entre Israel e os palestinos desde a guerra de Gaza em 2014, gerando preocupação internacional por não ter um fim à vista.

Os ataques: O Hamas, grupo extremista palestino que controla Gaza, tem disparado milhares de foguetes contra Israel, que se defendeu com seu sistema antimísseis e também retaliou com ataques aéreos.

Os ataques israelenses em Gaza mataram, ao menos, 65 pessoas e, do outro lado, pelo menos 7 israelenses foram mortos por foguetes do Hamas e outros grupos aliados.

Além da ONU, Biden se posicionou, sendo esse o primeiro conflito internacional em que ele se envolve como presidente; dizendo que espera que a situação chegue ao fim, mas afirmou que Israel tem o direito de se defender.

Os EUA anunciaram que estão enviando uma pessoa para tentar desacelerar a situação, mas Israel rejeitou qualquer discussão sobre um cessar-fogo por enquanto.

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Ninguém atrapalha presidente nenhum: Quando um presidente quer, ele faz!

O governo de Joe Biden anunciou uma parceria com os dois aplicativos ontem, em que todos os passageiros poderão pegar uma corrida gratuitamente para cerca de 80 mil locais de vacinação, até o dia 4 de julho.

Qual a estratégia? Facilitar ao máximo a ida ao local de aplicação das vacinas e, consequentemente, aumentar o número de pessoas imunizadas. A desculpa da locomoção os americanos não podem mais dar.

O prazo também foi pensado. A meta de Joe Biden é vacinar, até o dia 4 de julho, 70% dos adultos americanos, a tempo para as comemorações da Independência.

Para o Uber e a Lyft, faz bastante sentido, já que ajudar na vacinação tende a resultar na volta da normalidade. Pessoas saindo de casa de novo = mais procura por corridas.

Expandindo o foco: Com a enorme disponibilidade de vacinas, o desafio que os estadunidenses devem começar a enfrentar é convencer os anti-vacina a se imunizarem. O interessante é que muitas marcas estão alinhadas, por acreditarem no potencial da vacinação na recuperação das vendas e receitas.

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Congressistas estadunidenses querem investigar a origem da COVID-19

Uma polêmica daquelas! Depois de mais de um ano do surgimento da COVID-19, ainda não se sabe qual é sua verdadeira causa. Por isso, membros republicanos do Congresso querem investigar essa questão de maneira independente.

O X da questão: Em uma carta, o grupo pede ao governo americano a liberação de documentos e todas as informações disponíveis sobre os estudos do Instituto de Virologia de Wuhan, local de maior estudo sobre a origem do vírus.

Foram solicitados todos os documentos relacionados às acusações já feitas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no governo de Trump.

Isso inclui temas como a ligação do laboratório de Wuhan com militares chineses e, até mesmo, indícios de sintomas da COVID-19 em pesquisadores antes da data anunciada pelo governo chinês como o primeiro caso.

Lembrando… No começo desse ano, a Organização Mundial da Saúde já realizou uma expedição à China exatamente para investigar a origem do novo vírus. Apesar disso, o relatório voltou para o ocidente sem uma conclusão definitiva.

O que diz a OMS? Apesar de não descartar a possibilidade do vírus ter origem em laboratório, afirma que as chances são muito baixas e a teoria mais bem vista pelo órgão (até agora, pelo menos) é a que sugere que o vírus foi transmitido por algum animal.

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Entenda o que está acontecendo em Jerusalém

Com tantos antecedentes, escrever sobre os conflitos do Oriente Médio é sempre um desafio. Mas, como você deve ter ouvido falar sobre a situação por lá, vou tentar responder a seguinte pergunta: o que está acontecendo em Jerusalém?

Ontem, no “Dia de Jerusalém”, aconteceram conflitos dramáticos, com pelo menos 20 mortes por ataques aéreos israelenses e mais de 300 feridos.

O contexto: os ataques ocorreram depois que militantes palestinos; incluindo o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, dispararam mais de 150 foguetes contra Israel. Os últimos dias estão sendo tensos, envolvendo o despejo de famílias, o TikTok e o Ramadã.

Despejo de famílias palestinas
O bairro Sheikh Jarrah era habitado por judeus, mas, quando a Jordânia conquistou a área, eles foram expulsos e os árabes se mudaram para lá. Décadas depois, famílias judias estão pedindo seus territórios de volta, tirando famílias árabes de suas casas.

TikTok
Há algumas semanas, vídeos de jovens palestinos esbofeteando judeus ortodoxos por diversão viralizaram, gerando revoltas e conflitos entre judeus, árabes e palestinos.

Ramadã
Durante o Ramadã, Israel impôs um limite de 10.000 pessoas nas orações na mesquita de Al-Aqsa, rejeitando dezenas de milhares de palestinos, o que gerou revolta.

Ainda não podemos nos esquecer da indecisão política em Israel, que segue com governo transitório e indefinido depois de 4 eleições em 2 anos.

Resultado: Uma combinação de fatos complexos como esses resultou em uma situação extremamente delicada.

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Passaporte COVID-19 já é realidade

Em março, no “falecido” Portal No Instante, eu fiz uma matéria sobre o “passaporte de COVID-19” e que, possivelmente, ele viraria tendência. Bom… ele virou.

Com o verão europeu chegando… A União Europeia planeja colocar essa espécie de certificado de vacinação que tem superpoderes a partir da segunda metade de junho. Mas parece que tem gente ansiosa para receber estrangeiros…

A Itália anunciou que vai criar o Passe Verde Nacional — o seu próprio passaporte de COVID-19 —, que já vai começar a valer a partir da segunda quinzena de maio. O setor de turismo é muito forte no país e sofreu muito durante a pandemia.

Pra se ter uma ideia, só com o tempo que essa indústria ficou fechada, estima-se que houve uma perda de, aproximadamente, 121 bilhões de euros. Agora, com a reabertura, agências de viagens já sentiram o impacto positivo nas reservas de estrangeiros.

Quem tem direito ao Passe Verde? Aqueles que se recuperaram da doença há pouco tempo, que apresentarem resultado negativo até 48 horas antes do voo e, claro, aqueles que estiverem totalmente vacinados, valendo somente para imunizantes autorizados pela UE.

Isso exclui, portanto, a vacina da CoronaVac, que não foi aprovada na velho continente. Isso porque a “Anvisa europeia” ainda analisa os seus dados e, inclusive, adotou medidas para acelerar esse processo. A expectativa é que a decisão saia em breve.

Houston, we have a problem… Além da CoronaVac (vacina mais distribuída por aqui até agora) não valer para entrar na Itália, temos um segundo problema. O primeiro-ministro do país afirmou que indianos e brasileiros não poderão receber o Passe Verde, por conta dos números “altos e preocupantes” de casos.

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O experimento espanhol do séc XXI

A Espanha realizou, no final de março, um show para 5 mil pessoas, em uma espécie de teste. A ideia era experimentar eventos de pequeno e médio porte, mesmo enquanto a Europa não está consideravelmente imunizada. E então, como foi?

Um estudo constatou que o show não gerou uma onda de contágio, com resultados considerados empolgantes.

A incidência foi menor do que a observada na população em geral. Duas semanas após o evento, apenas 6 pessoas testaram positivo, pouco mais que 0.1%. Dessas seis, quatro já estavam infectadas, logo, apenas duas pessoas contraíram o vírus no show.

Quais foram os procedimentos?

Foram dadas máscaras do tipo FFP2 a todos, sendo o uso obrigatório;

No dia do show, todos tiveram que fazer um teste de COVID-19 para entrar;

Medição de temperatura;

Álcool gel.

Sobre o distanciamento… Não teve. Todo mundo esbarrando, como morríamos de raiva antes da pandemia e agora sentimos saudade. Vale lembrar que o show foi liberado pelas autoridades espanholas, que enxergaram como um projeto de pesquisa.

O experimento ocorre no momento em que vários países buscam maneiras para realizar eventos com segurança. No Brasil, algumas festas de réveillon até tiveram procedimentos parecidos, mas a maioria sem máscara e com testes feitos até 3 dias antes. Aí o brasileiro, como sempre deu seu famoso jeitinho.

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New York quer voltar a ser New York

Em março de 2020, New York City fechou e a Broadway suspendeu todos os seus espetáculos. Naquele momento, a expectativa era que tudo voltaria em um mês. Doce ilusão… Por muito tempo, a cidade não pôde contar com seus figurantes e o cenário acabou conhecendo o silêncio, coisa que nunca tinha visto.

Mas parece que o show já tem hora pra recomeçar: O prefeito da cidade, Bill de Blasio, afirmou no último mês que a previsão — que parece concreta — é voltar à vida normal a partir do dia 1° de julho.

Mas a Broadway será um pouco depois… O governador de NY anunciou a volta, com 100% da capacidade, a partir de 14 de setembro, por conta do tempo necessário para a comercialização dos ingressos — que abriu nessa semana —, fazer o elenco voltar ao ritmo, estabelecer protocolos de segurança e permitir a vacinação do público.

Pra se ter uma ideia do impacto desses 18 meses de palcos fechados, as vendas dos shows da Broadway em 2019 geraram US$ 1,8 bilhão, atraindo 14,6 milhões de pessoas — sendo que aproximadamente dois terços são de fora da cidade.

De olho na volta do turismo… As autoridades municipais já mostraram interesse em fornecer vacinas a qualquer um que visite NY. O prefeito ressaltou que, para isso, precisa da autorização do estado, mas que, nesse verão (meio do ano) veremos o turismo ganhar vida em New York. E a vontade de ir? risos.

Um panorama: O processo de vacinação do estado de Nova Iorque está bem avançado, tendo 49,3% da sua população tomado, pelo menos, uma dose.

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