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130 países concordaram

Ontem, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, anunciou que um grupo de 130 nações — que representa mais de 90% do PIB global — concordou com um imposto corporativo global mínimo de 15%.

Falei sobre isso aqui há algumas semanas, a ideia da “Reforma Tributária Global” é estabelecer um imposto mínimo para tributar as multinacionais onde elas operam e obtém lucros, não apenas onde estão registradas formalmente.

A consequência da nova política é que os paraísos fiscais, como países no Caribe e até a Irlanda, deixariam de ser tão paradisíacos assim. A expectativa é que, com isso, sejam gerados, a cada ano, US$ 150 bilhões a mais em impostos.

A relevância… Depois de entrar em vigor, em 2023, essa será a maior mudança no sistema tributário internacional em 100 anos. Um verdadeiro divisor de águas para os CFOs mundo afora.

Zoom Out: Nas últimas décadas, para atrair empresas, muitos países diminuíram seus tributos como forma de incentivo. Agora o jogo parece estar mudando… Será que o fato de muitas companhias terem se tornado maiores que nações influenciou?

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Onda de calor extrema no Canadá

Enquanto, por aqui, estamos tirando o casaco de lã do armário, no hemisfério norte, as altas temperaturas estão com tudo. No oeste do Canadá, centenas de pessoas morreram nos últimos dias em meio a uma das maiores ondas de calor já vistas na América do Norte.

O país registrou a sua maior temperatura da história, de 49,5°C. Não, não é “sensação térmica”.

O caos… Na Colúmbia Britânica, província de Vancouver, houve 486 mortes súbitas em cinco dias, quase três vezes o número normal para esse período. Autoridades afirmaram que a alta tem relação direta com o calor extremo e que os idosos são a maioria das vítimas.

O país é preparado para o frio, e não para uma sequência de dias tão quentes assim. Parece que os canadenses estão tendo que trocar os aquecedores por ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, que estão em falta na região.

Pra se ter uma ideia, algumas cidades suspenderam a vacinação contra a COVID-19. É só pensar que a média móvel de mortes da doença no país está abaixo de 20 por dia, e que quase 70% da população já tomou uma dose. O foco da saúde virou outro por lá.

Impacto ambiental: Enquanto alguns incêndios florestais foram registrados por conta do calor — com o alerta ainda ligado —, locais mais ao norte estão sob risco de enchentes, por conta do rápido derretimento de neve.

Curiosidade… Julho, naturalmente, costuma ser o mês mais quente na maior parte do hermisfério norte e o mês mais frio em grande parte do sul. É bom que ele venha com calma esse ano

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Champlain Towers; o que se sabe sobre o desmoronamento em Miami

Como você já deve saber, na semana passada, parte de um prédio residencial de 12 andares e 136 apartamentos desabou em Surfise, cidade bem próxima de Miami, na Flórida. Aqui está tudo que se sabe até o momento.

Relato: O incidente aconteceu na madrugada de quinta-feira, e boa parte dos moradores estava dormindo. Autoridades estimam que mais de 150 pessoas estejam desaparecidas, e o número de óbitos chegou a 9 durante o final de semana.

Localizado na Collins Avenue, o edifício foi construído na década de 80 e estava passando por uma reforma no seu telhado, para atender aos padrões de segurança depois de 40 anos de existência.

O que chama atenção? Há três anos, um relatório demonstrou evidências de grandes danos estruturais sob o deck da piscina que causariam uma possível “deterioração de concreto” do estacionamento subterrâneo do condomínio.

Há indícios de que o prédio teve uma taxa de “afundamento” de cerca de 2 milímetros por ano de 1993 a 1999.

Apesar disso, a causa ainda é considerada desconhecida e não se pode afirmar se tais evidências foram realmente cruciais para o desmoronamento.

De qualquer forma… A prefeitura do condado ordenou que todos os edifícios com mais de 40 anos e 5 andares sejam vistoriados nos próximos 30 dias, assim como todos os que foram construídos pela empresa que fez o condomínio Champlain Towers.

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Como se não bastasse a variante delta, agora tem a “delta plus”

Depois de dominar os noticiários com o aumento rápido de casos ao redor do mundo, a variante delta — originada na Índia — agora tem uma nova mutação.

É preocupante? O Ministério da Saúde da Índia, onde a mutação ‘plus’ já circula, divulgou um comunicado afirmando que um consórcio de 28 laboratórios informou três características preocupantes:

Maior transmissibilidade;

Ligação mais forte a receptores de células pulmonares;

Potencial redução na resposta de anticorpos monoclonais, que são administrados em alguns pacientes.

A relevância… A variante delta foi a maior responsável pela catástrofe indiana, logo, preocupa os países com a vacinação não tão acelerada. Joe Biden já disse, inclusive, que mais norte-americanos vão morrer quando a variante delta se espalhar mais. No entanto, alguns especialistas pedem calma.

O direcionamento, com mais ou menos mutações, continua o mesmo: seguir as restrições de onde você está e se vacinar assim que possível, já que vacinas como a Pfizer e a AstraZeneca já se mostraram eficazes contra as variantes.

Os países onde a mutação já foi identificada são: Reino Unido, EUA, Canadá, Índia, Japão, Nepal, Polônia, Portugal, Rússia, Suíça e Turquia

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Para milhões de pessoas, a pandemia adicionou dígitos na conta bancária

Apesar dos danos econômicos, mais de 5M de pessoas ao redor do mundo entraram para o clube do milhão em 2020 — um aumento de mais 10%.

Como? Um grande fator foi a alta no preço dos imóveis, além da recuperação do mercado financeiro — lembre-se que as bolsas renovaram máximas no período.

As taxas de juros mais baixas e os auxílios governamentais passaram o dinheiro público para a esfera privada. É claro que houve um custo, já que a dívida pública em relação ao PIB aumentou em 20 pontos percentuais, ou até mais, em muitos países.

Por outro lado; muitas pessoas pobres ficaram ainda mais pobres. As classes mais baixas, sem ativos financeiros, não vivenciaram o “boom” do mercado e sofreram a crise econômica, sobretudo se dependiam do setor de serviços.

Só na América Latina, por exemplo, um estudo revelou que, em 2020, o número de pessoas que vivem na pobreza aumentou em 22 milhões.

O Brasil não vivenciou o aumento de milionários. Tivemos uma queda de 34% no número de pessoas com mais de US$ 1 milhão e o índice de Gini — que mede o grau de concentração de renda — alcançou 89 no fim de 2020 (mais perto de 100, mais desigual).

Um destaque que não poderia ficar de fora. Os EUA anunciaram que irão enviar, hoje, 3 milhões de doses da vacina da Janssen — de dose única — diretamente para o Brasil, fora do Covax. Este é o maior número de vacinas doadas pelos EUA a qualquer país. A gente agradece, Biden!

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UEFA proíbe iluminação nas cores do arco-íris em estádio da Eurocopa

Pois é. Ontem, a UEFA recusou o pedido do prefeito de Munique para iluminar a Allianz Arena com as cores do arco-íris na partida de hoje entre Alemanha e Hungria pela Eurocopa, em homenagem à comunidade LGBT.

O motivo do ‘não’: A entidade viu a ideia como resposta a uma nova lei da Hungria — aprovada na semana passada —, que proíbe a presença de gays em materiais educacionais escolares ou programas para menores de 18 anos, com o intuito de não promover a homossexualidade e a mudança de gênero.

Com isso, a UEFA reconheceu a relevância do combate à discriminação, mas afirmou que, considerando o contexto político do pedido, teria que negá-lo, já que seus estatutos preveem neutralidade política. Polêmico?

Quando o esporte vira política… Não demorou muito para autoridades de outros países da União Europeia se manifestarem contra a situação e contra a lei húngara. Do outro lado, o ministro das Relações Exteriores do país afirmou que a legislação não está direcionada contra nenhuma comunidade.

Nessa edição da Euro, a torcida da Hungria está sendo acusada de atos homofóbicos e racistas durante duas partidas diferentes da seleção do país.

Ainda sobre a luta LGBTQIA+. Você provavelmente sabe que estamos no mês do Orgulho LGBT e já deve ter visto que várias empresas mudaram as cores da sua logo por aí. Mas mudar o nome… só a Prident.

Prident? Bom, talvez você conheça como Trident. No entanto, durante este mês, a empresa decidiu mudar a sua marca nas redes sociais, unindo ao seu nome o termo “orgulho” em inglês. Pride + Trident = PRIDENT

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Olimpíadas de Tóquio terá público

Yes, that’s it! Ontem, os organizadores dos Jogos de Tóquio anunciaram que a presença de fãs nos complexos do evento será permitida, com um limite de capacidade de 50% — até um máximo de 10.000 pessoas — para cada local.

A decisão vale somente para torcedores que moram no Japão e prevê as mesmas regras para ambientes externos e internos.

Mas tudo ainda pode mudar… A governadora de Tóquio disse que esses limites serão aplicados em princípio, mas que, se houver uma mudança dramática nas infecções, talvez seja necessário considerar a opção de não ter espectadores no evento.

Alguns especialistas médicos do país defendem que a maneira mais segura de realizar as Olimpíadas seria sem fãs, preocupados com o fato do país não estar tão avançado no processo de vacinação — apenas 7% da população recebeu duas doses.

Cancelar é a última opção… Faltam pouco mais de 30 dias, as delegações já estão desembarcando e são anos de preparação de todos os atletas e do país. Além disso, estão em jogo os bilhões de dólares em patrocínio, transmissão e vendas de ingressos.

Inclusive, cerca de 3,64 milhões de tickets já estavam vendidos aos locais, cerca de 900.000 a mais do que os assentos disponíveis, o que, provavelmente, vai se tornar uma loteria para ver quem pode participar.

Já pensando lá na frente, o Catar se pronunciou; no caso, sobre a Copa do Mundo de 2022. O país disse que proibirá torcedores não-vacinados nos estádios em 2022 e distribuirá 1 milhão de doses aos fãs.

Ainda não se sabem os detalhes acerca do controle nos locais dos jogos e é cedo para pensar sobre… Um passo de cada vez.

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A China acaba de atingir um marco imponente

No final de semana, o país registrou um total de 1.010.489.000 — ou mais de 1 bilhão — de doses da vacina COVID-19 aplicadas em sua população.

Isso representa quase 40% das 2,5 bilhões de injeções administradas no mundo, mas está longe de ser o que mais impressiona.

Ah, é? Yep. Mais relevante que a quantidade, é a velocidade. A China começou devagar e só tinha atingido seu primeiro milhão de doses no dia 27 de março, duas semanas depois dos americanos.

Isso quer dizer que mais de 900 milhões de doses foram aplicadas no país em menos de 90 dias. Basicamente, o mesmo que dizer 10 milhões de doses por dia ou quase 7 mil injeções por minuto.

Mais 500 milhões de doses foram aplicadas somente no mês passado, sendo que, só nos últimos cinco dias úteis da semana passada, foram 100 milhões.

Zoom out: Na China, é mais barato convencer a população de se vacinar — tem quem seja estimulado por uma garrafa de água —, o que facilita a ação em massa. Além disso, as autoridades chinesas estão preocupadas com a variante delta — a mutação originada na Índia — que já está se tornando a mais dominante do mundo todo.

O país ainda não é o que mais vacinou em termos proporcionais… Até porque, com mais de 1,4 bilhão de pessoas vivendo lá, serão necessários mais alguns dias para subir no ranking de vacinas a cada 100 pessoas.

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Para variar a pauta da vacina

O governo Biden anunciou, ontem, que vai investir US$ 3,2 bilhões em medicamentos antivirais contra a COVID-19.

Para contextualizar… Até agora, o FDA — a Anvisa de lá — aprovou apenas um medicamento para tratar COVID-19 em pacientes hospitalizados, o Remdesivir.

Qual o objetivo? Muito, mas muito além do hoje. A ideia é desenvolver e fabricar remédios que combatam não só o Sars-Cov-2, mas outros vírus com potencial pandêmico, para evitar, você sabe… (melhor nem escrever, tá repreendido).

O famoso Dr. Anthony Fauci disse colocar atenção especialmente em medicamentos orais, que possam ser tomados em casa, no início da doença. Ele imagina um futuro em que se compre um comprimido na farmácia logo após o teste positivo.

Nas palavras dele: “Acordo me sentindo mal, sem olfato, paladar e com dor de garganta. Ligo para o médico e digo: ‘Tenho COVID e preciso de uma receita”. Que assim seja…

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NY ressurgiu tal qual uma Fênix

A cidade mais famosa do mundo não só dormiu como foi assassinada por muita gente durante a pandemia. Após inúmeros gritos de “Nova York morreu”, a luminosidade está de volta.

Depois de chegar a ser o epicentro da COVID-19 e passar por meses tensos, o estado suspendeu praticamente todas as restrições pandêmicas.

Na prática; locais como restaurantes, bares e cinemas já podem lotar seus ambientes, com 100% da capacidade. A temperatura não precisará mais ser medida e ninguém vai ter que ficar do lado de fora dos estabelecimentos. American Dream!

As poucas exceções são, por exemplo, o uso obrigatório de máscaras no metrô e em clínicas médicas. Para os não vacinados, a mask continua nos demais ambientes fechados.

A normalidade foi possível depois que mais de 70% dos adultos do estado receberam pelo menos uma dose da vacina. Nos EUA como um todo, esse número é de 52,7% da população.

E é claro… Teve festa. NY celebrou o fim das medidas restritivas com fogos de artifício, uma cena linda!

E mudando de assunto; depois de algumas trocas de farpas, Biden e Putin se reuniram ontem, na Suíça. Ambos descreveram a reunião como positiva, mas sem grandes avanços.

Joe Biden abordou os direitos humanos e os ataques cibernéticos durante a cúpula e, sobre isso, concordaram em designar especialistas para investigar os cyber attacks.

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