Na última semana, os militares estadunidenses foram embora de uma de suas principais bases no Afeganistão, o campo de aviação de Bagram, na guerra contra o Talibã e a Al-Qaeda, depois de quase 20 anos de presença no território.
Com o movimento, ocorrido no início do mês, os Estados Unidos entregaram o campo de aviação à Força Nacional de Segurança e Defesa Afegã por completo, ou seja, passaram o bastão de vez.
E o que aconteceu? Quase que imediatamente, o Talibã assumiu o controle de dezenas de cidades da região nos últimos dias — mais especificamente quase um terço do país.
Contexto: O Talibã é um movimento fundamentalista que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, considerado por países como Rússia, EUA, Canadá, Emirádos Árabes e a UE como uma organização terrorista.
Para se ter uma ideia, mais de mil soldados afegãos fugiram para o Tajiquistão, após confrontos com militantes.
Olhando para frente… Na teoria, militares afegãos deveriam assumir a segurança do país, mas há sinais crescentes de que ela pode vir a entrar em colapso. Inclusive, a agência nacional de inteligência americana e o principal general dos EUA no Afeganistão alertaram o risco.
Where is Biden? Ao ser questionado, Joe disse que o governo local já tem capacidade de sustentar o conflito e que o mais importante é manter a capital Cabul fora do controle Talibã.
O que é importante observar: O posicionamento da Rússia, que já demonstrou solidariedade à região, especialmente ao país vizinho, Tajiquistão, onde possui sua maior frota militar estrangeira.
Putin garantiu ao presidente do país que Moscou apoiará a ex-república soviética para estabilizar sua fronteira com o Afeganistão.
Quer ficar com a pulga atrás da orelha? Há indícios de que a China esteja apoiando o controle do Talibã e tenha planos de reconstruir a infraestrutura destruída do Afeganistão, a pedido do Paquistão, um dos aliados mais firmes de Pequim na região.