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Dois meses de chuva em dois dias

Essa é a realidade de alguns lugares na Europa neste exato momento. Fortes chuvas estão causando problemas no ocidente do continente. Na Alemanha, pelo menos 69 pessoas morreram e 1.300 estão desaparecidas depois das fortes chuvas no país.

A Bélgica também vive situação similar, e a água invadiu ruas, varreu carros e derrubou alguns prédios.

Cerca de 200 mil famílias ficaram sem energia elétrica e essa já é considerada a pior catástrofe natural da Alemanha em anos. Hoje e durante o final de semana, a expectativa é de mais chuva forte na região.

Zoom out: A mudança climática está aumentando episódios extremos relacionados a água em todo o mundo — seja pelo excesso, seja pela falta dela.

O momento… Os grandões da União Europeia acabaram de fechar o maior plano climático dos últimos anos — como você leu na pauta de ontem —, para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 55%.

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Um grande plano climático para sair do papel

Ontem, a União Europeia divulgou seu plano mais ambicioso da história para enfrentar a mudança climática, colocando ações concretas para servir de exemplo para outras grandes economias do mundo.

A meta coletiva é que, até 2030, os 27 países do bloco reduzam as emissões de gases do efeito estufa em 55%, em relação aos níveis de 1990.

Para isso;

O custo de emissão de carbono para aquecimento vai aumentar;

O combustível para aviões com alto carbono passará a ser tributado;

Alguns produtos importados, que emitem muito carbono, também terão taxas maiores.

A venda de carros movidos a diesel e a gasolina deve ser proibida até 2035.

De modo geral, o que se pretende fazer é tornar os poluentes mais caros e as opções verdes mais atraentes para as 25 milhões de empresas do bloco. Já que implementar as propostas vai custar caro, a comissão pretende fornecer ajuda financeira aos países.

Mudando de continente…

A situação está tensa na África do Sul. O país vive uma onda de violência, protestos e saques, depois da prisão do ex-presidente Zuma, por corrupção. Mais de 70 pessoas foram mortas e pelo menos 1.200 já foram detidas.

Em meio ao caos, a maioria dos mercados de Durban, por exemplo, está fechada, e parte da população já enfrenta dificuldades para comprar comida.

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Israel inicia aplicação de 3a dose e variante delta ganha força

A festa da normalidade mal começou, e já tem gente querendo desligar o som. A variante Delta, a mais contagiosa, está fazendo os casos aumentarem mundo afora. Junto da alta, claro, vêm as medidas de restrição.

Nos EUA, a média de novos casos por dia dobrou em relação a 3 semanas atrás — 23.300 em comparação a 11.300.

Em Sydney, na Austrália, o lockdown é realidade desde 26 de junho. Era para acabar na sexta-feira, mas, ao que parece, será prorrogado.

Na semana passada, a Tailândia também decretou lockdown em Bangcoc para conter avanço da variante Delta.

Felizmente, temos as vacinas! EM DOSE TRIPLA. Israel, um dos países onde a vacinação andou mais rápido, começou a aplicar uma dose de reforço nos adultos imunodeficientes, após os casos voltarem a subir.

Por falar nisso; começa, hoje, um estudo, em Fernando de Noronha, para analisar a necessidade da terceira agulhada no Brasil. Para avaliar a imunidade para a COVID-19, os moradores já vacinados da ilha (todos com +18 anos) terão seu sangue coletado.

Por outro lado, na Grã-Bretanha, o plano de reabertura continua e, na semana que vem, quase todas as medidas de restrição devem ser retiradas. A exceção vai para a máscara nos ambientes internos… A recomendação segue firme e forte.

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Fair Play

Na sexta-feira, o POTUS — para quem não sabe, President of the United States — assinou uma ordem executiva, com 72 medidas, para promover uma concorrência mais justa.

Com foco em grandes empresas, Biden quer fazer com que a economia dos Estados Unidos seja mais competitiva e com uma concorrência ampla.

Capitalism without competition isn’t capitalism. Essa foi uma das frases do presidente. Como os documentos são muito abrangentes, vou destacar três pontos importantes aqui…

Fusões: Biden exige que as fusões no meio tecnológico sejam examinadas minuciosamente, principalmente pelas plataformas dominantes — Google, Microsoft, Facebook, Apple e cia;

Relações de trabalho: Empresas não mais poderão criar certas cláusulas ou empecilhos financeiros para que seus trabalhadores troquem de emprego. Há quase 50 milhões de americanos com cláusulas de “noncompete” atualmente.

Voos: O presidente pediu ao Departamento de Transporte que faça com que as cias aéreas reembolsem seus passageiros em caso de malas extraviadas/atrasadas ou quando um serviço divulgado não for oferecido — tipo o Wi-Fi à bordo que não funciona.

De modo geral, as medidas mostram ao que Biden está atento: Antitruste. A falta de competição entre as corporações aumenta os preços e diminui os salários, o que impacta diretamente na vida dos americanos.

Inclusive… Segundo a própria Casa Branca, o impacto disso ao lar médio do país é de US$ 5.000 por ano.

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Olimpíadas não terá público, nem mesmo os japoneses poderão assistir nas arquibancadas

Depois da proibição de espectadores estrangeiros nas Olimpíadas no mês passado, ontem, os organizadores decidiram banir os japoneses das arquibancadas.

O motivo não podia ser outro… A partir de segunda-feira, por conta da COVID-19, a cidade de Tóquio entrará em estado de emergência, que vai durar até 22 de agosto — duas semanas depois do encerramento das Olimpíadas, mas dois dias antes das Paraolimpíadas.

As únicas exceções são poucas partidas que acontecerão em outras quatro províncias, que terão 50% da capacidade, com um máximo de 10 mil pessoas — como estava previsto para todo o evento anteriormente.

O impacto: Além da decepção dos donos da casa, que deviam estar ansiosos para os Jogos, o COI vai sentir a decisão no bolso. Depois de ter chegado a um orçamento de US$ 15 bi por conta do adiamento, a receita de mais de US$ 800 mi em ingressos deve chegar bem próxima a zero.

Zoom out: Ao todo, o Japão tem cerca de 811.000 casos de coronavírus e mais de 14.800 mortes. No entanto, o que preocupa as autoridades é a lentidão no processo de vacinação, além do aumento no número de casos e da variante delta em Tóquio.

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Presidente do Haiti foi assassinado dentro de sua própria casa

Ontem de manhã, o presidente do Haiti, Jovenel Moïse foi assasinado em sua própria casa, por um grupo de homens armados que se passaram por agentes norte-americanos.

O que se sabe? Ao que tudo indica, foi um ataque orquestrado e realizado por estrangeiros e um grupo de pessoas foi preso ontem, sob suspeita de ter assassinado Moïse.

O fato já é relevante por si só, mas é importante entender que ele agrava ainda mais uma crise política que se prolonga há vários meses no país mais pobre das Américas, palco de intensos protestos recentemente.

O que acontece quando um presidente morre no cargo? Talvez você tenha se perguntado isso. No Brasil, é fácil responder. No Haiti, nem tanto… Pra começar, porque o país é um dos poucos do mundo que — bizarramente — possui duas Constituições em vigor, que são divergentes ao darem essa resposta.

A versão de 1987 da Constituição diz que no presente caso, o Juiz mais sênior do país deveria assumir. A Constituição de 2012, no entanto, determina que o Parlamento é que deveria votar para eleger um presidente provisório.

Se já parecia confuso, vamos piorar… Não há um parlamento em vigor atualmente, e o presidente da Suprema Corte morreu de COVID-19 no final de junho, fazendo com o que o mais alto cargo do Judiciário ficasse vazio.

Quem assumiu, então? O primeiro-ministro interino, chamado Claude Joseph, nomeado temporariamente em abril e que seria substituído nos próximos dias com a nomeação definitiva de Ariel Henry — último ato político realizado pelo ex-presidente.

Enfim… Você já entendeu. Uma situação crítica, que parece ter interesses maiores ainda desconhecidos envolvidos e um prato cheio para os amantes das relações internacionais, diplomacia e Direito estrangeiro.

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Trump fights back

Depois de seis meses sumido, contra sua vontade, das redes sociais — o que, em 2021, é quase sumir mesmo — Donald Trump colocou os advogados para trabalharem. O ex-presidente acaba de entrar com ações judiciais coletivas contra o Facebook, o Twitter e o YouTube, assim como seus CEOs.

Trump acredita ter sido banido injustamente das redes e que as companhias violaram a Primeira Emenda (que garante a liberdade de expressão, religião e política).

Para justificar, os processos afirmam que a comunicação entre as empresas de tecnologia, membros do Congresso e o governo federal transformam o Facebook, Twitter e YouTube em “atores estatais”.

O que é importante saber? As plataformas de mídia social são protegidas pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que as isenta de responsabilidade pelas decisões que tomam sobre o conteúdo a ser removido.

Trump, então, pede que os tribunais declarem a seção inconstitucional. Segundo ele, as empresas podem ser responsáveis ​​por trilhões de dólares em danos.

Zoom Out: O argumento de Trump parece ser similar — ou, ao menos, apontar na mesma direção — a tese das autoridades estatais contra as BIG TECHs nos processos de antitruste. Resta saber se, nesse caso, os legisladores vão concordar…

Pode parecer bobo, mas o bloqueio de Trump é algo extremamente relevante para o futuro das redes sociais e o poder que elas têm. Independente do seu posicionamento, parece estranho pensar que um ex-presidente da nação mais poderosa do mundo está fora das redes sociais.

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O Afeganistão após a saída dos EUA

Na última semana, os militares estadunidenses foram embora de uma de suas principais bases no Afeganistão, o campo de aviação de Bagram, na guerra contra o Talibã e a Al-Qaeda, depois de quase 20 anos de presença no território.

Com o movimento, ocorrido no início do mês, os Estados Unidos entregaram o campo de aviação à Força Nacional de Segurança e Defesa Afegã por completo, ou seja, passaram o bastão de vez.

E o que aconteceu? Quase que imediatamente, o Talibã assumiu o controle de dezenas de cidades da região nos últimos dias — mais especificamente quase um terço do país.

Contexto: O Talibã é um movimento fundamentalista que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, considerado por países como Rússia, EUA, Canadá, Emirádos Árabes e a UE como uma organização terrorista.

Para se ter uma ideia, mais de mil soldados afegãos fugiram para o Tajiquistão, após confrontos com militantes.

Olhando para frente… Na teoria, militares afegãos deveriam assumir a segurança do país, mas há sinais crescentes de que ela pode vir a entrar em colapso. Inclusive, a agência nacional de inteligência americana e o principal general dos EUA no Afeganistão alertaram o risco.

Where is Biden? Ao ser questionado, Joe disse que o governo local já tem capacidade de sustentar o conflito e que o mais importante é manter a capital Cabul fora do controle Talibã.

O que é importante observar: O posicionamento da Rússia, que já demonstrou solidariedade à região, especialmente ao país vizinho, Tajiquistão, onde possui sua maior frota militar estrangeira.

Putin garantiu ao presidente do país que Moscou apoiará a ex-república soviética para estabilizar sua fronteira com o Afeganistão.

Quer ficar com a pulga atrás da orelha? Há indícios de que a China esteja apoiando o controle do Talibã e tenha planos de reconstruir a infraestrutura destruída do Afeganistão, a pedido do Paquistão, um dos aliados mais firmes de Pequim na região.

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Chuva de pedidos de demissão

Os EUA estão vivenciando um momento de várias renúncias no mercado de trabalho, superando, inclusive, níveis pré-pandêmicos, o que chama a atenção das autoridades.

Só no mês de abril, quase 4 milhões de pessoas pediram demissão — recorde desde o início da COVID-19 — e, segundo uma pesquisa recente, 41% dos trabalhadores do mundo estão considerando deixar seu atual emprego em 2021.

Por quê? Tem quem esteja insatisfeito com a carreira, tem os que simplesmente resolveram se aposentar mais cedo — sim, isso parece ser uma tendência lá — e também aqueles que procuram vagas que equilibrem melhor vida pessoal e trabalho.

Mas há um motivo principal. Há um número altíssimo de vagas de emprego sendo criadas nos EUA no momento e, como diz o ditado, a grama do vizinho parece sempre mais verde. Como consequência, os salários estão subindo e as empresas estão oferecendo várias vantagens.

A JBS vai bancar a faculdade de seus funcionários e de um de seus filhos;

A Disney está oferecendo um bônus extra de US$ 1.000 para quem quiser trabalhar nos parques de Orlando;

Na Califórnia, uma rede de sanduíches está oferecendo um plus de US$ 10.000 para um assistente e US$ 5.000 para um gerente de turno, além do salário.

De modo geral, as pesquisas por empregos com bônus aumentaram 134% neste ano, provando o desespero das empresas em ter de volta a força de trabalho perdida durante a pandemia.

Acredita-se que essa onda de demissões — já apelidada como ‘The Great Resignation’ — deve acabar depois do fim do auxílio por lá, em setembro. Veremos…

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Turbinas, reativar!

Nesse final de semana, o navio porta-contêineres Ever Given, que bloqueou o Canal de Suez — importante via para o comércio global — em março, foi autorizado a seguir viagem.

Mas só agora? Pois é. Desde que a embarcação voltou a flutuar normalmente, ele foi mantido em um lago na hidrovia, enquanto acontecia uma disputa sobre o pedido de indenização feito pela Autoridade do Canal de Suez.

O órgão chegou a afirmar que exigiria quase US$ 1bi de indenização pelos danos causados. Em junho, diminuiu o valor para US$ 500M. Descontinho!

Ontem, os proprietários anunciaram que chegaram a um acordo. Agora, o anúncio oficial deve ser feito em um evento, nesta quarta-feira.

Ainda em alto-mar; na última sexta-feita, aconteceu um incêndio no Golfo do México causado pela ruptura de um oleoduto. Isso mesmo, fogo em alto-mar.

A Pemex, empresa responsável, ainda investiga como o acidente começou, mas chuvas fortes e uma tempestade elétrica são as causas mais prováveis.

Segundo a companhia, o fogo foi controlado depois de cerca de cinco horas.

O chefe de segurança do setor de óleo e gás local garantiu que não houve vazamento de óleo no mar, mas não explicou o que estaria queimando na superfície.

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