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Crianças escocesas poderão escolher seu sexo na escola

Crianças a partir de 4 anos, já na escola primária, terão permissão para mudar seu nome e sexo sem o consentimento dos pais, de acordo com diretrizes emitidas pelo governo escocês.

A ideia é que os alunos sejam livres para usar o nome ou pronome com os quais se sintam confortáveis, e que os funcionários da escola respeitem a escolha.

Banheiros e vestimentas. A sugestão também pede que as crianças possam escolher os banheiros que vão utilizar, e que os uniformes não sejam diferenciados entre masculinos ou femininos.

Como você pode imaginar; a orientação — que é diferente de medida ou exigência — dividiu opiniões. Enquanto alguns comemoraram e enxergam o feito como um grande avanço, parte da população julgou como tamanha irresponsabilidade.

Por quê? Segundo os críticos, permitir que crianças decidam questões de gênero tão cedo pode ser perigoso, já que a lei do país somente permite a mudança de sexo após os 16 anos, com autorização dos pais.

Tudo pelo bem-estar e segurança da criança; por outro lado, esse é o principal argumento favorável às novas diretrizes. Segundo os autores, “o reconhecimento e o desenvolvimento da identidade de gênero podem ocorrer em uma idade jovem”.

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Quatro países, quatro notícias; China, Cuba, Turquia e Afeganistão

Vamos logo ao que interessa em cada um:

A China não quer ricos: Ontem, o presidente chinês enfatizou que o país vai, literalmente, pedir restrições à renda “excessiva” de sua população. O foco, por lá, é que todos tenham uma riqueza moderada, incentivando os ricos a retribuírem mais à sociedade.

Com isso, economistas temem que um possível aumento de impostos sobre os mais ricos — o “incentivo” — prejudique os investimentos e leve a saídas de capital.

Cuba quer controlar as redes sociais: Pouco tempo depois dos protestos, um novo decreto cubano endureceu os controles das redes sociais no país, proibindo posts que prejudiquem a imagem do governo e atos que incitem mobilizações. No século XXI, tudo foi para o digital, até a repressão.

A 4ª — sim, quarta — dose na Turquia: Ontem, o país meio europeu meio asiático autorizou, nessa semana, a 4ª dose para idosos e profissionais da saúde imunizados com CoronaVac, despertando questionamentos sobre a efetividade do imunizante.

Talibã já reprime protesto no Afeganistão: Também ontem, pelo menos três pessoas foram mortas em manifestações contra o grupo terrorista. Os disparos ocorreram quando os locais tentaram instalar a bandeira do Afeganistão em uma praça. Mais tarde, Joe Biden anunciou que o prazo de retirada das tropas para 31 de agosto pode ter que ser estendido.

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República popular socialista da China é a mais nova sócia do Tik Tok

Por mais estranho que isso pareça, o governo chinês assumiu não só uma participação societária no negócio, como também um assento na diretoria.

O deal: A ByteDance — dona do TikTok — vendeu uma participação de 1% para a WangTou ZhongWen Technology, que é de propriedade de três estatais do país.

O que está por trás disso? Regulamentação e controle. Com a ascensão de empresas chinesas, o governo nacional vem tentando “regrar” cada vez mais o crescimento desses negócios.

Há aproximadamente um mês, o país criou novas regras para empresas nacionais com mais de 1 milhão de usuários ativos, especialmente no que diz respeito aos dados e, inclusive, retirou do ar o aplicativo Didi após IPO na bolsa americana.

Não à toa, a ByteDance, que estava organizando um IPO em New York, mudou de planos e vai abrir seu capital em Hong Kong, local controlado pelos chineses.

Qual a relevância? Agora como sócio, crescem ainda mais as preocupações sobre até onde vai o acesso do governo chinês aos dados dos usuários do TikTok. A questão, que já rendeu até ameaças de proibição do app por Donald Trump, voltou à tona.

O buraco é mais embaixo… Se há algo que o TikTok realmente quer coletar são dados. No mês de julho, uma “pequena mudança” na política de privacidade do aplicativo mostrou isso. Desde lá, o app coleta identificadores biométricos de seus usuários.

Anyway…

Os Estados Unidos já estão de olho. Senadores já pediram que Joe Biden bloqueie o TikTok nos Estados Unidos depois da mudança no quadro societário. Veremos, mas enquanto isso, dancemos — nos dois sentidos…

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O que Biden tem a dizer em meio ao caos no Afeganistão

Desde que o Talibã começou a tomar conta do Afeganistão, um dos discursos mais esperados era o de Joe Biden, afinal… foi ele quem ordenou a retirada das tropas norte-americanas do país, o que abriu caminho para a situação atual.

Ontem, enfim, Biden se pronunciou e assumiu que as coisas aconteceram mais rápido que o esperado. Ele também disse que não se arrepende da decisão, já que os EUA não podem participar de uma guerra que nem o próprio Afeganistão está disposto a lutar.

Biden também afirmou que, se o Talibã atacar americanos, haverá uma resposta rápida e agressiva, e saiu da coletiva sem responder às perguntas dos repórteres.

A opinião pública dos EUA era favorável à retirada das tropas. Nos últimos anos, tanto políticos democratas quanto republicanos apoiaram a medida.

A relevância: As cenas ficam mais desesperadoras a cada dia — como a de pessoas caindo de cima de um avião ao tentarem fugir do país. Com isso, muitos criticam a forma como a retirada foi executada pelo governo Biden.

Para ficar atento… Com a saída dos EUA do Afeganistão, cresce o poder da China na Ásia Central, que, inclusive, já disse que deseja ter ‘relações amistosas’ com os talibãs.

A situação das mulheres afegãs; com o Talibã no poder, teme-se que a população feminina do Afeganistão perca seus direitos civis.

Isso porque, na última “era” do grupo no comando do país, as mulheres não podiam 1) frequentar a escola, 2) trabalhar fora de casa, 3) sair desacompanhadas e com seus rostos e corpos descobertos.

Zoom Out: A situação também deve preceder um grande volume de refugiados nos países vizinhos, já promovendo discussões sobre isso. O Reino Unido, por sua vez, já anunciou que vai permitir a entrada de afegãos fugindo do Talibã.

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Talibãs capturam Cabul e voltam ao poder

Desde que as tropas norte-americanas foram retiradas do Afeganistão, o grupo terrorista tem avançado território. Nesse domingo, o Talibã capturou a capital Cabul e praticamente retomou o controle do Afeganistão.

Os radicais do grupo fundamentalista cercaram a cidade por todos os lados e divulgaram fotos de combatentes armados dentro do palácio presidencial.

Pânico na capital; imagens evidenciaram o caos no aeroporto, engarrafamento nas rodovias e aglomerações em frente aos bancos de Cabul, com pessoas desesperadas para sacar dinheiro.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, deixou o país, justificando ter ido embora para evitar derramamento de sangue.

What’s next? O ministro do Interior garantiu que haverá uma transferência pacífica de poder para um “governo de transição”.

Do outro lado, os talibãs estão pedindo ao povo para não deixar o país por medo, garantindo não ter a intenção de se vingar. Além disso, o governo será islâmico, chamado de “Emirados Islâmicos do Afeganistão”, e aplicará a sharia — lei religiosa.

Além do terrorismo: Uma das principais receitas do grupo vem do tráfico de drogas. Pra se ter uma ideia, foram US$ 416 milhões em ópio, heroína e cada vez mais metanfetamina no ano passado.

Vale dizer que o poder deles tende a aumentar ainda mais, já que o Talibã se aproveitou do armamento, drones e veículos deixados pelos EUA, colocando em risco não só o Afeganistão, mas também países vizinhos.


Para ficar de olho: Expandindo seu território e incluindo regiões estratégicas para a distribuição internacional, a ascensão do Talibã deve aquecer o narcotráfico e fazer com que mais drogas circulem nas ruas do mundo como um todo.

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Talibã deixa situação no Afeganistão caótica e Biden envia de volta soldados estadunidenses

Desde que os Estados Unidos deixaram sua principal base no Afeganistão, após 20 anos de presença na luta contra o terrorismo, o cenário do país se transformou por completo, e mais de dois terços da nação estão dominados pelo Talibã.

A situação está tão caótica que o presidente americano está enviando de volta 3 mil soldados para o Afeganistão. O motivo, no entanto, não é o que muitos esperavam.

Biden não pretende voltar com tropas para combater o Talibã, mas, sim, para facilitar a retirada dos americanos do país, especialmente os da embaixada.

“Not my problem anymore”. Durante 20 anos, os Estados Unidos gastaram mais de 1T de dólares para treinar as tropas do Afeganistão, dando estrutura operacional e bélica.

Na prática, no entanto, a teoria parece ser outra; o movimento fundamentalista, considerado por muitos países como uma organização terrorista, já conquistou 12 capitais e pode tomar a capital, Kabul, em menos de 90 dias.

No que vale ficar de olho? Não se trata apenas do Afeganistão. Mudanças políticas no território influenciam governos locais próximos, e sempre há interesses políticos envolvidos, como é o caso da Rússia e da China.

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O risco da variante delta para as crianças

Infelizmente, esse é o grande temor nos EUA hoje. Segundo especialistas, o momento atual da pandemia é o mais grave para as crianças.

O que está acontecendo? Crianças com menos de 12 anos ainda não são elegíveis para se vacinar e estão sofrendo com a alta dos casos com a variante Delta, enquanto alguns adultos estão baixando a guarda contra o vírus.

Os números:

Na última semana, foram registrados 94 mil casos infantis. Para comparar, na anterior, tinham sido cerca de 72.000 e, na penúltima, 39.000 casos. Um grande e grave aumento.

Quase 1.600 crianças foram hospitalizadas com COVID-19 na semana passada, um aumento de 27% em relação à semana anterior.

É nessa época que os pequenos voltam para as salas de aula para começarem o novo ano letivo. Ainda ontem, inclusive, a Califórnia se tornou o primeiro estado a obrigar professores a se vacinarem ou serem testados regularmente.

Qual a solução? A comunidade médica acredita que, se os adultos se vacinarem por completo, a segurança para as crianças aumenta. Quanto às vacinas, apenas 25% dos pais de crianças de 5 a 11 anos disseram que vacinariam seus filhos.

Situação tensa no estado preferido dos brasileiros: Os hospitais da Flórida estão próximos do limite, representando quase 18% dos novos casos nos EUA.

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Senado dos EUA aprova projeto trilhonário

Ontem, o Senado dos EUA aprovou um projeto de infraestrutura de nada mais nada menos que 1 trilhão de dólares.

Na verdade, a aprovação corresponde a “apenas” US$ 550 bilhões do pacote, já que os outros US$ 450 bilhões já tinham sido aprovados anteriormente.

Para onde vai tanto dinheiro? Os recursos serão usados para financiar desde pontes e estradas a redes de banda larga e estações para carregar veículos elétricos.

A infraestrutura como um todo é parte essencial para a economia. Sem estradas de qualidade, por exemplo, nem os e-commerces funcionam como Jeff Bezos gosta.

Isso sem contar que, com todo o arcabouço tecnológico, o setor de carros elétricos se beneficia com as estações, por exemplo, além da banda larga, essencial na nossa era.

Zoom Out: A aprovação é mais uma vitória para Biden, que já chegou querendo dar ao governo federal uma responsabilidade maior nos gastos com obras públicas.

Pra finalizar, talvez seja cedo para que os democratas cantem vitória. O texto ainda precisa passar pela Câmara, onde deve se deparar com alguns obstáculos.

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A Venezuela se prepara para uma mudança expressiva no câmbio do país

O governo anunciou que está lançando o bolívar digital, uma nova moeda. Acontece que, com o novo formato, seis dígitos de todos os valores monetários serão eliminados.

Como assim, eliminados? Simples. Imagine tudo que alguém tem em sua conta bancária e divida por um milhão. Esse é o ajuste que será feito com a transição para facilitar a utilização da moeda.

Não é novidade; desde 2008, o governo venezuelano já implementou três conversões monetárias similares e, ao todo, o bolívar já perdeu 14 zeros.

A mais recente, em 2018, aconteceu quando a inflação atingiu seu pico no país e Maduro cortou cinco dígitos da moeda local.

Um cenário caótico está por trás disso:

Muito mais que uma simples digitalização, isso significa que as autoridades do país tentam conter a desvalorização da moeda faz tempo e simplesmente não conseguem.

O país dos milionários pobres. O salário mínimo vale sete milhões de bolívares, mas o preço da maioria dos produtos supera esse valor. Um café, por exemplo, custa 7.662.898 bolívares — pouco menos de US$ 2.

É mais grave que parece; cerca de 96,2% da população vive na pobreza e 79,3% estão em situação extrema. Uma pena para o país que já foi o mais rico da América do Sul e teve o 4º maior PIB per capita do mundo nos anos 50, graças à abundância de petróleo.

A Venezuela, dominada pelo Chavismo e pelo partido socialista local, está em recessão econômica há oito anos consecutivos.

Zoom out: Para especialistas, a mudança só facilitará as contas na calculadora, já que a grande quantidade de zeros dificultava as operações do dia a dia, e a população corre para usar as notas atuais com receio de perder grande parte do valor com a mudança.

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Franceses protestam contra a vacina na França e dados do CDC

Pelo quarto fim de semana seguido, manifestantes foram às ruas da França por causa da obrigatoriedade da vacina para trabalhadores de saúde e para a entrada em vários estabelecimentos.

O momento: Macron impôs regras para conter uma quarta onda de COVID-19 e proteger a recuperação econômica do país, frente à variante Delta e ao fato de que, em julho, 90% dos pacientes em UTIs não tinham sido vacinados.

A partir de hoje, por exemplo, só os vacinados podem ir a bares, restaurantes e cinemas, sendo necessário apresentar o “passaporte sanitário” como prova.

A relevância? No total, foram mais de 230.000 manifestantes, que acusam Macron de ignorar as liberdades individuais dos cidadãos. Fora da França, o mesmo também foi visto em outros países, como Austrália, Israel, Holanda, Bulgária e nos Estados Unidos.

A exigência da vacinação tem se mostrado cada vez mais complexa.

Um estudo divulgado pelo CDC, o Centro de Controle de Doenças dos EUA, mostrou que pessoas não vacinadas têm até 2,34 vezes mais chances de se reinfectarem.

A pesquisa vai na contramão da famosa frase “Já peguei COVID e estou livre”, levando em conta os casos de reinfecção.

Por outro lado; outro estudo, também do CDC, mostrou que 74% dos infectados em um surto em Massachusetts estavam totalmente vacinados. Outro ponto marcante é que a quantidade de vírus nos vacinados e não vacinados da amostragem era a mesma.

Repetindo, é complicado… Não à toa, mesmo com 50% da população norte-americana totalmente vacinada, o país voltou atrás com os mandatos de máscara. Tudo isso ainda vai dar muito o que falar!

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