Ontem, Krystsina Tsimanouskaya, uma velocista bielorrussa, disse ter sido levada à força ao aeroporto por representantes da sua equipe olímpica, tendo sido retirada de seu quarto no meio da madrugada.
Ao chegar no aeroporto, a atleta se recusou a embarcar, dizendo que não ia retornar ao seu país, e teve a proteção da polícia japonesa. O caso tem movimentado o continente europeu.
Contexto… Se você não sabe, a Bielorrússia é considerada a última ditadura da Europa. Seu presidente está no poder desde 1994, lidera um governo autoritário e é alvo de uma onda de protestos desde o ano passado.
Mas o que isso tem a ver com os Jogos?
Bem… No sábado, ao saber que tinha sido escalada para a prova de revezamento, ela fez uma postagem reclamando do governo e o regime de seu país, por não ter sido consultada previamente sobre a decisão.
Depois disso, seu treinador a avisou que havia uma ordem para que ela fosse retirada da competição, aparentemente por causa de seu estado emocional e psicológico — o que em nenhum momento foi citado por ela.
O real motivo? Nobody knows, mas há suspeitas. O presidente do Comitê Olímpico Bielorrusso é o filho do presidente do país. A atleta pretende buscar asilo na Europa, mas segue no Japão, acompanhada de integrantes da organização dos Jogos.
Indo para as notícias boas de Tokyo 2020…
Mais um final de semana fantástico para o Time Brasil. A dupla Luisa Stefani e Laura Pigossi foi a melhor surpresa até aqui e levou o bronze, o primeiro pódio do tênis olímpico do Brasil na história.
Nas piscinas… Bruno Fratus, disputando sua terceira edição dos Jogos, faturou o bronze nos 50m livre, a primeira medalha olímpica de sua carreira.
E, claro, a nossa medalhista de ouro. Rebeca Andrade, que já tinha levado a prata no individual geral da Ginástica, levou o ouro no salto ontem.