Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Queiroga presta depoimento novamente

Ontem, foi a vez de Marcelo Queiroga, atual ministro da Saúde — pela segunda vez, já que ele depôs no mês de maio — e aqui estão os principais pontos abordados:

1) Tratamento precoce

Como médico, disse entender que as discussões sobre cloroquina e ivermectina são laterais e em nada contribuem para pôr fim à pandemia.

Nas palavras do Ministro, o que vai pôr fim ao caráter pandêmico dessa doença é ampliação da campanha de vacinação.

2) Uso de máscaras

Muito questionado sobre a postura do presidente Jair Bolsonaro, sob argumento de que ele foi visto sem máscara e aglomerando durante a pandemia, Queiroga afirmou que é apenas ministro da Saúde e não um censor do presidente da República.

3) Indicação de Luana Araújo como secretária

Em relação à nomeação de Luana, o ministro afirmou que depois de indicar, desistiu de concluir o feito por entender que ela não contribuiria para a harmonização das questões acerca de tratamento inicial.

Ao depor na CPI, a Dra. Araújo chamou a discussão sobre o tratamento precoce de “esdrúxula” e “delirante”.

4) Terceira onda

Para Queiroga, ainda não está caracterizada uma terceira onda, como dizem alguns especialistas. Nas palavras dele, vivemos uma segunda onda com um platô elevado de casos.

5) Copa América

Por último e não menos importante, o Ministro respondeu que é a favor da realização dos jogos e que se trata de um evento de pequeno porte, afirmando que há segurança caso os protocolos sejam devidamente seguidos.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Depoimento de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã

Ontem o diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas prestou seu depoimento na CPI. Vamos ao que ele disse.

O Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a iniciar a vacinação contra a doença. Isso não ocorreu por “percalços” no fechamento do contrato entre o instituto e o governo federal e pela demora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na aprovação do uso emergencial de vacinas.

O Butantan poderia ter entregue 100 milhões de doses para o governo federal até este mês de maio. Pela demora na assinatura do contrato, o prazo teve que ir para setembro, segundo o diretor.

O contrato entre o Instituto e o Ministério da Saúde foi firmado em janeiro de 2021, seis meses depois que o Butantan fez a primeira oferta.

Atualmente, a CoronaVac é a vacina contra a Covid-19 que mais foi aplicada no Brasil.

A vacina produzida pelo instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês SinoVac, foi motivo de intensa disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O Butantan é ligado ao governo estadual. Bolsonaro desdenhou a CoronaVac ao longo de 2020 e chegou a dizer que o governo federal não compraria o imunizante.

Dimas Covas é a décima pessoa a prestar depoimento à CPI. O médico e pesquisador será ouvido na condição de testemunha, tendo que se comprometer a dizer a verdade, sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Expectativas para os próximos depoimentos

A mais nova polêmica não é o que alguém disse ou deixou de dizer à Comissão, mas, sim, os próximos depoentes. Metade da lista dos novos nomes é composta por atuais governadores… Do DF, AM, AP, PA, RO, RR, SC, TO, PI, além de Witzel, ex-governador do Rio.

No entanto, o STF pode barrar esses depoimentos, o que é algo bem provável, pois há obstáculos legais na Constituição e no regimento do Senado para a convocação de chefes do Executivo.

Além deles, a nova lista inclui desde o irmão de Weintraub até o bilionário Carlos Wizard e o marqueteiro Markinhos Show. A CPI está de olho na diversidade!

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, e Eduardo Pazuello, seu antecessor, também terão que depor — mais uma vez.

Da CPI para a vacina

Mais doses da Pfizer na área. A quinta remessa enviada pela farmacêutica, com quase 630 mil doses, chegou ontem ao Brasil.

A previsão é que, em junho, cheguem mais 12 milhões de doses. Inclusive, ainda ontem, o Ministério da Saúde comunicou que a aplicação da vacina da Pfizer não precisará mais se limitar às capitais.

Essa orientação havia sido feita porque o imunizante precisa ser armazenado em baixa temperatura, o que seria uma dificuldade para as cidades do interior. Mas elas já estão se adequando. Ninguém quer perder a chance de vacinar por não ter freezer.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Depoimento de Mayra Pinheiro

É possível que, até ontem, você não sabia quem era essa pessoa. Mayra Pinheiro é pediatra e secretária do Ministério da Saúde, ficando conhecida por alguns como uma das defensoras da cloroquina no tratamento contra o coronavírus, a tal da “capitã cloroquina”.

E o que houve? Ontem, foi a vez dela de testemunhar à CPI da COVID-19, que — só para lembrar — visa apurar irregularidades e omissões do governo no combate à pandemia.

Qual foi o foco do depoimento? Basicamente, dois pontos principais: 1) Recomendação do uso da cloroquina e do tratamento precoce por parte do governo e 2) A falta de oxigênio em Manaus no início do ano.

1) Sobre a cloroquina e o tratamento precoce

A médica se disse pessoalmente a favor do tratamento precoce e do uso do medicamento, afirmando que aprovou o uso da cloroquina em sua própria família.

Questionada sobre a postura do governo em si, disse que em momento algum foi ordenada por Pazuello ou Bolsonaro a defender nenhuma das duas práticas.

Segundo ela, o governo apenas criou uma nota orientativa que estabeleceu doses seguras de medicamentos, caso o médico quisesse utilizar, mas que isso não retirou o livre arbítrio da relação de cada profissional com seus pacientes.

Sobre a suposta negativa das orientações da OMS, Mayra argumentou que o Ministério da Saúde não é obrigado a seguir as diretrizes da OMS, reforçando que a organização já falhou em suas recomendações algumas vezes e pode falhar novamente, como qualquer outra entidade.

2) A crise em Manaus

A secretária disse que é muito difícil prever o desabastecimento de oxigênio em um hospital, mas que Pazuello teve ciência da falta de oxigênio no dia 8 de janeiro. O estranho, para os parlamentares da CPI, é que, na semana passada, o ex-ministro afirmou que foi informado apenas na noite do dia 10 de janeiro.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Pazuello novamente…

Ontem foi o segundo dia de depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello à CPI. Aqui estão suas principais falas:

Amazonas: Pazuello apontou como responsáveis pela falta de oxigênio hospitalar em Manaus a empresa fornecedora, White Martins, e a Secretaria de Saúde do estado.

Cloroquina: O ex-ministro disse que não houve pressão do presidente para produção do remédio, dizendo que jamais faria a recomendação.

CoronaVac: O general disse que Bolsonaro nunca falou com ele, pessoalmente, sobre cancelar as intenções de compra da vacina.

Isolamento: Pazuello se disse favorável ao distanciamento mas afirmou que, da mesma forma que outros medicamentos, medidas de isolamento não são comprovadas cientificamente.

As críticas… Segundo os senadores, Pazuello buscou preservar o presidente. Para o relator da CPI, Renan Calheiros, ele foi o “campeão das mentiras”.

Apesar do depoimento de Pazuello ter sido um dos mais esperados, a CPI ainda está longe do fim…

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Eduardo Pazuello passa mal e depoimento é suspenso

O evento mais aguardado da CPI da COVID-19 definitivamente não aconteceu como a maiora das pessoas esperava. Ontem, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, começou a prestar seu depoimento como testemunha, mas o ato foi suspenso.

O motivo? É aqui que a coisa fica interessante! Segundo o Senado Federal, a sessão foi suspensa porque o ex-ministro passou mal e foi atendido pelo médico e senador Otto Alencar. O general, no entanto, negou a afirmação.

Apesar disso e da permissão para ficar calado, Pazuello falou. Lembre-se que essa CPI tem como objetivo a investigação das condutas e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia.

A gestão de Pazuello foi marcada por algumas polêmicas, incluindo a recomendação de tratamento precoce e do uso da cloroquina, assim como pelo colapso da saúde em Manaus e a suposta demora do governo em comprar as vacinas.

Um prato cheio para os senadores, que não pouparam o depoente. Questionado sobre esses e outros temas, Pazuello afirmou que:

O Ministério da Saúde repassou aos demais entes da federação R$ 115 bilhões durante o ano de 2020, para o enfrentamento da pandemia;

Não houve qualquer ordem ou interferência do Governo Federal durante a sua gestão, alegando que teve 100% de liberdade para montar seu time e assumir a pauta;

As doses da Pfizer não foram adquiridas de prontidão, pois as cláusulas eram assustadoras e o preço era bem mais alto em relação as outras que estavam sendo negociadas;

Não foram adquiridas doses de vacinas pelo Consórcio Internacional Covax Facility, por causa do custo e da falta de garantias de recebimento;

Manaus só ficou sem oxigênio por 3 dias e que ele, inclusive, se antecipou em relação ao colapso que estava por vir;

Só houve distribuição de cloroquina por demanda dos próprios estados e municípios, não se tratando de uma iniciativa do Governo Federal em si.

Eduardo Pazuello — que ficou à frente da Saúde entre 16 de maio de 2020 e 24 de março de 2021 — disse à CPI da Pandemia que saiu do ministério porque “cumpriu sua missão”. Lembrando que, quando Pazuello assumiu o ministério, o Brasil tinha registrado 15000 mortos pelo COVID-19 e quando deixou o ministério atingimos a marca de 300000 mortos registrados.

O depoimento de Pazuello deve ser retomado hoje, por volta das 09:30 da manhã. Vamos ver no que vai dar.

Sempre gosto de reforçar que aqui, a conclusão e o senso crítico são sempre do leitor. O que faço é trazer a vocês a notícia de uma forma clara e o mais objetiva possível. Se quiser assistir o depoimento na íntegra, é só clicar a baixo.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Depoimento de Carlos Murillo, presidente da Pfizer

Ontem foi mais um dia de CPI, mas sem depoimento de político. Quem falou foi Carlos Murillo, executivo da Pfizer. O que ele disse?

– Antes de assinar o contrato, a Pfizer tentou vender, por 6 vezes, a vacina contra a COVID-19 ao governo brasileiro, entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021.

– O cronograma inicial previa a entrega de 1,5 milhão de doses ainda em 2020 e outras 2,5 milhões até março deste ano.

– Sobre as cláusulas do contrato — como, por exemplo, a questionada responsabilidade sobre os efeitos colaterais — Murillo disse que elas foram assinadas pelos 110 países com os quais a Pfizer firmou as vendas.

Ainda sobre a CPI da COVID-19; o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vai depor na próxima semana. A Advocacia Geral da União, então, entrou com um pedido de habeas corpus. A ideia é que ele compareça, mas possa ficar em silêncio.

Novos testes de vacina no Brasil

A Anvisa autorizou, ontem, que a vacina Covaxin comece a ser testada clinicamente no Brasil. Quem pediu por isso foi a Precisa Medicamentos, parceira brasileira da farmacêutica indiana que desenvolveu a vacina.

Serão 4.500 voluntários por aqui se juntando a mais 26.300 na Índia. Este é o sétimo imunizante autorizado a fazer estudo clínico de fase 3 no Brasil.

Lembrando… No final de março, a Anvisa rejeitou um pedido do Ministério da Saúde para importar a Covaxin, pontuando que a fabricante não comprovou a eficácia e a segurança do imunizante.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Depoimento e pedido de prisão de Wajngarten

Semana tensa na CPI da COVID-19. O nome é difícil de pronunciar, mas esteve em todas as manchetes nacionais ontem: Wajngarten. Quem é ele? Fabio Wajngarten é ex-secretário de Comunicação do Governo Federal, que depôs ontem na Comissão.

O depoimento de Fabio envolveu o suposto assessoramento paralelo de Bolsonaro, campanhas publicitárias sobre a COVID-19 e as negociações com a Pfizer. O que aconteceu foi que alguns senadores o acusaram de mentir para a CPI.

Um deles foi Renan Calheiros, relator da CPI, que pediu a prisão do ex-secretário. Pouco depois, Flávio Bolsonaro, que não faz parte da Comissão, o chamou de “vagabundo”, instaurando um bate-boca, que gerou o encerramento da primeira parte da oitiva.

Mas não teve prisão nenhuma… Omar Aziz, o presidente da CPI, rejeitou o pedido, dizendo que não é impondo a prisão de alguém que a Comissão vai dar resultado.

Depois, Omar disse que enviará o depoimento ao Ministério Público Federal, para que o órgão determine se foi cometido crime de falso testemunho.

Hoje quem fala é o atual CEO da Pfizer na América Latina.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Depoimento do atual ministro da saúde

O depoimento do atual ministro da saúde aconteceu ontem. De uma forma bem resumida e objetiva vamos aos fatos.

Marcelo Queiroga defendeu que a solução que temos para a pandemia é a campanha de vacinação, e que toda aglomeração deve ser evitada. Sobre os organismos multilaterais de saúde pública, ele disse que a relação foi ampliada. O que é preciso fazer: disseminar o uso de máscaras, investir em testagem e fortalecer o sistema de saúde.


Sobre a China, o ministro espera que as relações com o Brasil continuem e não sejam impactadas por eventuais falas do governo. Acerca da autonomia dos estados e municípios para as medidas de isolamento, um tema polêmico, Queiroga concorda.

E sobre a cloroquina? Ele se esquivou de respostas sobre a cloroquina e o tratamento precoce, mas disse que não autorizou a distribuição do medicamento em sua gestão.

Reparou uma mudança no tom em relação aos depoimentos de Mandetta e Nelson Tecih? Sim, foi bem diferente. Afinal, ele é o atual ministro.

Categorias
CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Depoimento de Nelson Teich

Ontem, o segundo ministro da Saúde do Brasil durante a pandemia, por 28 dias, fez seu depoimento na CPI da COVID-19. De uma forma bem clara, veja o que ele disse:

Pediu demissão por causa do desejo do Governo em ampliar o uso da cloroquina, e não sabia da produção do medicamento pelo Exército;

Percebeu que não teria autonomia no comando do ministério;

Seria melhor que seu sucessor tivesse mais conhecimento em gestão de saúde;

Faltou planejamento na desmontagem de hospitais de campanha;

A tese de imunidade de rebanho é um erro;

A economia foi tratada como dinheiro e empresa, e a saúde como vidas e mortes, mas, quando se fala de economia, está se falando de gente.

O último ministro, Eduardo Pazuello, vai depor no dia 19. Ontem, a CPI aprovou a convocação de Fábio Wajngarten e Ernesto Araújo, além do secretário de Saúde do Amazonas e os representantes do Butantan, da Fiocruz, da União Química e da Pfizer.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora