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Entenda a polêmica por trás da vacinação nos adolescentes brasileiros

Anteontem,  o Ministério da Saúde recomendou a suspensão da vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. 

Por quê? Apesar da maioria esmagadora dos adolescentes ter tomado a vacina da Pfizer — a única aprovada para a faixa etária por aqui — outros milhares (cerca de 20 mil) receberam doses da Coronavac, AstraZeneca ou Janssen, não autorizadas no Brasil.

Criticando os estados, Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, disse que houve casos de eventos adversos nos jovens que receberam imunizantes que não foram o da Pfizer.

Segundo Queiroga, a recomendação da suspensão foi feita porque o Ministério da Saúde não pode se responsabilizar por erros de imunização dos estados.

E agora? 

“Desculpe, Sr. Queiroga. Vamos continuar aplicando.” — foi como agiram 9 estados do país, argumentando que a Anvisa autorizou o uso da Pfizer para os adolescentes.

  • Para os adolescentes que já tomaram a 1ª dose, a indicação de Queiroga é que apenas tomem a 2ª se tiverem recebido a vacina da Pfizer.

A Anvisa está investigando a morte de um adolescente após tomar uma dose da Pfizer, mas afirmou não ver uma relação de causa direta entre uma coisa e outra. Clique aqui para mais detalhes sobre este assunto

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Como anda a variante DELTA nos estados brasileiros

A variante Delta do coronavírus, que emergiu na Índia e fez os números nos EUA dispararem, já chegou a todos os 26 estados brasileiros e ao DF.

Segundo um estudo recente, a Delta representa 62,4% das amostras sequenciadas no país durante o mês de agosto. A Gama, de Manaus, responde por outros 34,8%.

  • Por que é relevante? A informação serve de alerta para os cidadãos e para as autoridades, já que a Delta é mais transmissível e resistente às vacinas.

Outra variante: A Mu, inicialmente identificada na Colômbia, foi adicionada à lista da OMS de monitoramento e já teve casos registrados em Minas Gerais e no Amazonas.

Apesar da Delta…

Os números têm melhorado. Ontem foi a segunda-feira com menor registro de novos casos de COVID-19 desde maio de 2020. Especialistas associam a melhora — apesar da disseminação das variantes — ao avanço da vacinação no Brasil.

Hoje, 64,75% da população brasileira já recebeu pelo menos uma dose e 34,31% recebeu as duas ou a dose única da Janssen.

Aproveitando… 18 capitais já começaram a aplicar a terceira dose da vacina.

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EUA divulgam estudos sobre risco de não se vacinar

Mais do mesmo; aos que gostam de estudos, aqui vai um: O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos divulgou uma das pesquisas de maior relevância já feitas sobre a eficácia das vacinas.

Foram avaliados mais de 600 mil casos da doença no país de abril a julho, e aqui estão as três principais estatísticas identificadas:

A chance de um não vacinado se contaminar é 4,5x maior;
Não vacinados têm 11x mais probabilidade de morrer de COVID-19;
Pessoas não vacinadas estão 10x mais suscetíveis a serem hospitalizadas pela doença.
Por que é importante? Mesmo com vários programas de incentivo, boa parte da população americana persiste sem tomar as doses. Dados como esses, nesse sentido, podem ser mais eficazes que um estímulo financeiro.

Lembrando… A pesquisa foi divulgada um dia depois de Biden emitir a obrigatoriedade da vacinação, ou dos testes regulares, para todos os funcionários de companhias com mais de 100 empregados.

E a Delta? A proteção das vacinas contra hospitalização e mortes permaneceu forte, mas sua eficácia na prevenção da infecção caiu de 91% para 78%. Outro ponto é que a proteção diminuiu conforme a idade aumentou. Quanto mais velho, menos eficaz.

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Terceira dose e lotes suspensos

Nesse final de semana, o Ministério da Saúde solicitou aos secretários de Saúde, estaduais e municipais, que parem de distribuir alguns lotes específicos da Coronavac. A proibição veio depois do alerta, do Instituto Butantan, de que o local que esses lotes foram envasados pelo laboratório chinês não foi vistoriado.

Por isso, a Agência pediu a suspensão do uso dessas vacinas. No entanto; antes de o problema ser detectado, as vacinas foram enviadas para, pelo menos, oito estados. Só São Paulo já aplicou 4 milhões de doses do lote suspenso.

O que acontece agora? A Anvisa diz que a suspensão foi cautelar e que a vacina é segura, sem necessidade de alarmismo, mas que as pessoas que receberam as doses serão monitoradas.

Mudando de vacina… 

Ontem, o famoso Dr. Anthony Fauci disse que, inicialmente, a única vacina usada na campanha de doses de reforço nos EUA será a da Pfizer. 

Por lá, a aplicação da terceira dose começa no final desse mês. Espera-se que, a vacina da Moderna seja posteriormente aprovada para as injeções de reforço.

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Primeira dose de uma, segunda da outra.

Essa é a discussão que está em pauta no mundo da ciência nas últimas semanas e vem ganhando mais força no Brasil. Ontem, o governo de São Paulo admitiu, pela primeira vez, que o ideal seria aplicar uma vacina diferente da Coronavac para a terceira dose contra a COVID-19.

Contexto… O Ministério da Saúde defendeu que a dose de reforço deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. João Doria, no entanto, diz que a vacina de reforço deve ser a “que tiver disponível no posto de saúde no momento”.

De onde vem isso? Diferentes estudos estão apontando que, em geral, a aplicação de vacinas diferentes pode aumentar a resposta imunológica da doença. O principal deles, inclusive, descobriu uma melhor combinação.

ComboVac // AstraPfizer 

Segundo as pesquisas, os melhores resultados da mistura foram provenientes de uma primeira dose da Astrazeneca, seguida da Pfizer.

  • Mais de 600 pacientes que participaram do teste tiveram maior produção de anticorpos do que aqueles que receberam duas doses iguais.

São Paulo anunciou o calendário das doses de reforço e um público estimado de 7,2 milhões de pessoas — idosos com mais de 60 anos e imunossuprimidos com +18 — já estará apto para a 3ª dose. Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro já começaram.

Por falar nisso… Ontem, Dr. Anthony Fauci, principal especialista em doenças infecciosas dos EUA, disse que é “muito provável” que os americanos precisem da terceira dose para serem considerados totalmente vacinados. 

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COVID-19: Panorama geral brasileiro

Overview. Pelo terceiro dia consecutivo, a média móvel de mortes pela COVID-19 ficou abaixo de 1 mil óbitos diários. Para sermos mais específicos, a média atual é de 968 — o número mais baixo desde 18 de janeiro, e em tendência de queda.

Mortes nunca são boas de noticiar, mas depois de termos passado 191 dias com a média acima de 1 mil por dia, a melhora é considerável.

Além das mortes, os casos também são bons indicativos. No caso das infecções, a média móvel está em 35 mil, a menor desde dezembro de 2020.

Em todo o Brasil, três estados apresentam tendência de alta nas mortes. São eles: Rio de Janeiro, Amapá e Rondônia.

A vacinação…

Aproximadamente 19,89% da população está totalmente imunizada contra a COVID-19, enquanto 47,96% já recebeu a primeira dose — mais de 101M pessoas.

Proporcionalmente, o estado que já aplicou pelo menos uma dose na maior parte de sua população foi São Paulo (57,85%). Na outra ponta, está o Amapá, com 34,23%.

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Média de mortes; direto ao ponto e sem rodeios

Nos últimos 22 dias, a média móvel diária de mortes por COVID-19 segue em tendência de queda no Brasil. Nos últimos sete, foram registrados 1.245 óbitos, o que indica uma de 21% na comparação com 14 dias atrás.

Geograficamente; mais de 20 estados brasileiros registraram queda na média móvel de mortes na última semana, e apenas o Paraná apresentou aceleração nos óbitos. Com exceção do Sul, todas as regiões brasileiras confirmam o panorama de redução.

Vacinação: O Brasil segue aplicando uma média de mais de um milhão de doses por dia, como foi o caso do mês passado e, até ontem, o país já havia administrado mais de 122 milhões no total.

A taxa de imunizados chega a 15,98%. Com isso, proporcionalmente, somos o 14º no ranking dos países que mais vacinaram sua população por completo.

Por último, mas não menos importante…

Variante Delta. Já são 97 casos dessa modalidade do coronavírus identificados e notificados no Brasil. O estado do Rio de Janeiro detém 76,2% dos casos delta do país.

Além dos 74 casos no RJ, há outros 9 no Paraná, 6 no Maranhão, 3 no estado de São Paulo, 2 em Pernambuco, 2 em Goiás e 1 em Minas Gerais.

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COVID-19 no Brasil: Relatório geral da situação

Já faz algum tempo que falei sobre os números da COVID-19 por aqui. Ter uma visão do todo é sempre importante. Por isso, vamos ao overview.

O Brasil registrou ontem 2.484 novas mortes causadas pela doença nas últimas 24 horas, elevando para 479.791 o total de óbitos notificados desde o início da pandemia.

Saber isso é suficiente? Não. Números sem referência podem não ilustrar tanto a realidade. Por isso, a média móvel é um indicador muito utilizado para demonstrar o avanço da doença ao longo do tempo. Vejamos:

Dados: Consórcio Nacional de Imprensa

O que você entende? Talvez, o mais óbvio. Há quase 10 dias, estamos com um número estável, em um platô. Isso não significa que o problema está resolvido, mas a situação já não é mais como a que vivemos em abril.

Essa mesma média chegou a mais de 3 mil mortes há dois meses, mas o número (1.727) ainda é alto, assim como a taxa de transmissão, que está próxima de um.

Taxa de transmissão? Sim. É o indicador da velocidade com que o vírus se espalha na população. Qualquer número acima de um representa que a epidemia está crescendo no país.

Depois de uma ligeira queda, nossa taxa está em 0,99. Para fins de comparação, o número já chegou a 1,3 — o mesmo que dizer que, na época, a cada 100 pessoas infectadas, outras 130 eram contaminadas.

E as vacinas?

Isso sim é motivo para se ter esperanças. Foram aplicadas mais de 75 milhões de doses, sendo que 51 milhões de pessoas tomaram a primeira injeção e 23 milhões a segunda.

Traduzindo para percentual, considerando toda a população, são quase 25% vacinados — aumento de quase 10% só nos últimos 30 dias — e 12% totalmente imunizados — aumento de quase 4% de um mês pra cá.

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Estudo sobre a vacinação em massa mostra resultados positivos

Alguém aí queria morar em Serrana? O Instituto Butantan realizou um estudo na cidade do interior de São Paulo, para analisar a efetividade da CoronaVac, bem como os efeitos de uma vacinação em massa, mesmo que em uma cidade pequena.

Pelo visto, foi sucesso. Ontem, os resultados foram mostrados e, com quase 96% da população adulta totalmente vacinada, o número de mortes por COVID-19 reduziu em 95%, enquanto o número de casos sintomáticos caiu 80%. Já a quantidade de hospitalizações teve uma queda de 86%.

Um ponto interessante; entre os cerca de 45 mil habitantes da cidade, 38% são menores de idade. Isso significa que eles não puderam tomar a vacina, mas, mesmo assim, houve diminuição no número de casos nessa faixa etária, o que, segundo o estudo, reforça a vacinação como uma medida de saúde pública, e não somente individual.

Então, com o andamento da vacinação, a possibilidade de um retorno às aulas aumenta mesmo que crianças e adolescentes não estejam vacinados, por conta dessa “imunização indireta”.

Além disso, o estudo mostrou a efetividade da CoronaVac contra a variante brasileira P.1, que surgiu em Manaus e que é a mais predominante na região onde Serrana está inserida. Boas notícias!

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Moradores de Botucatu – SP receberão imunização em massa

A cidade paulista começou, ontem, a imunização em massa de sua população em um experimento sobre a vacina de Oxford/AstraZeneca.

Nesse domingo, foram aplicadas 63.150 doses em Botucatu, quase 60% da população adulta, que é de 106 mil habitantes.

Sobre o estudo: O município foi escolhido para participar de uma pesquisa inédita do Ministério da Saúde sobre a eficácia da vacina contra as cepas do coronavírus.

Durante os oito meses de estudo, os cientistas pretendem fazer o sequenciamento genético de todos casos positivos, para saber se o antígeno produzido pela Fiocruz é eficaz contra todas as cepas que circulam na cidade.

E também para analisar os resultados da vacinação em si. A pesquisa vai servir para comparar a eficiência da imunização em massa com as outras cidades da região, analisando os números de casos graves, internações e óbitos.

Está se perguntando por que a sua cidade não foi a escolhida para o estudo? Segundo o Ministério da Saúde, Botucatu foi escolhida por ter as condições ideais para o teste. Algo semelhante aconteceu em Serrana, mas com a CoronaVac. Uns chamam de cobaias, outros de sortudos!

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