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INTERNACIONAL

Crianças escocesas poderão escolher seu sexo na escola

Crianças a partir de 4 anos, já na escola primária, terão permissão para mudar seu nome e sexo sem o consentimento dos pais, de acordo com diretrizes emitidas pelo governo escocês.

A ideia é que os alunos sejam livres para usar o nome ou pronome com os quais se sintam confortáveis, e que os funcionários da escola respeitem a escolha.

Banheiros e vestimentas. A sugestão também pede que as crianças possam escolher os banheiros que vão utilizar, e que os uniformes não sejam diferenciados entre masculinos ou femininos.

Como você pode imaginar; a orientação — que é diferente de medida ou exigência — dividiu opiniões. Enquanto alguns comemoraram e enxergam o feito como um grande avanço, parte da população julgou como tamanha irresponsabilidade.

Por quê? Segundo os críticos, permitir que crianças decidam questões de gênero tão cedo pode ser perigoso, já que a lei do país somente permite a mudança de sexo após os 16 anos, com autorização dos pais.

Tudo pelo bem-estar e segurança da criança; por outro lado, esse é o principal argumento favorável às novas diretrizes. Segundo os autores, “o reconhecimento e o desenvolvimento da identidade de gênero podem ocorrer em uma idade jovem”.

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TECNOLOGIA

Noronha quase virou uma imensa área VIP

Essa não é a primeira vez, e nem será a última, que ouvimos falar em pulseiras eletrônicas como formas de pagamento — convenhamos, elas são uma mão na roda.

Acontece que, dessa vez, foi um pouco diferente…

A organização Sou Noronha se uniu à empresa de tecnologia Meep no projeto “Um novo jeito de viver em Noronha”. Na iniciativa, as pulseiras eletrônicas coloridas, além de realizarem pagamentos, dividiam as pessoas na ilha da seguinte forma:

Azul = Visitantes que quisessem guardar a pulseira como souvenir e receber mimos em restaurantes selecionados;

Preta = Turistas dispostos a recarregar pelo menos R$10.000, recebendo descontos e acessos diferenciados;

Roxa = A mais exclusiva, apenas para artistas, celebridades e influencers;

Verde = De temática ecológica, retornável e de valor simbólico;

Cinza = Comerciantes.

Como você já deve imaginar, a divisão gerou polêmica por setorizar as pessoas na ilha de acordo com o poder aquisitivo ou classe.

De um lado… Os idealizadores insistem que o objetivo era dar praticidade e segurança aos pagamentos na ilha.

Do outro… Internautas se manifestaram dizendo ver discriminação por trás da ideia e que o serviço traria segregação.

Depois da avalanche de críticas, o governo local e a empresa voltaram atrás. Agora, haverá apenas a distinção entre consumidores e comerciantes — só duas cores.

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NACIONAL

CoronaVac é +18

Rejeitada. Ontem, a Anvisa negou — por unanimidade — o uso da CoronaVac em crianças e adolescentes por falta de dados, mantendo o uso emergencial apenas para adultos. Até hoje, o Butantan não entregou as informações pendentes sobre o desempenho da vacina, motivo pelo qual ela não foi aprovada de forma definitiva no país.

A CoronaVac está sendo aplicada em crianças somente na China. No Brasil, os adolescentes podem receber apenas a vacina da Pfizer e, menores que isso, por enquanto, nenhuma.

A dose de reforço

A relatora do processo também recomendou que o Ministério da Saúde considere indicar uma terceira dose, em caráter experimental, para os já imunizados com a CoronaVac — especialmente imunossuprimidos e idosos.

Sobre isso, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a aplicação da dose extra vai começar por idosos e profissionais da saúde.

No entanto… Queiroga não informou a data de início da aplicação e disse que são necessários mais dados científicos até lá.

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INTERNACIONAL

Quatro países, quatro notícias; China, Cuba, Turquia e Afeganistão

Vamos logo ao que interessa em cada um:

A China não quer ricos: Ontem, o presidente chinês enfatizou que o país vai, literalmente, pedir restrições à renda “excessiva” de sua população. O foco, por lá, é que todos tenham uma riqueza moderada, incentivando os ricos a retribuírem mais à sociedade.

Com isso, economistas temem que um possível aumento de impostos sobre os mais ricos — o “incentivo” — prejudique os investimentos e leve a saídas de capital.

Cuba quer controlar as redes sociais: Pouco tempo depois dos protestos, um novo decreto cubano endureceu os controles das redes sociais no país, proibindo posts que prejudiquem a imagem do governo e atos que incitem mobilizações. No século XXI, tudo foi para o digital, até a repressão.

A 4ª — sim, quarta — dose na Turquia: Ontem, o país meio europeu meio asiático autorizou, nessa semana, a 4ª dose para idosos e profissionais da saúde imunizados com CoronaVac, despertando questionamentos sobre a efetividade do imunizante.

Talibã já reprime protesto no Afeganistão: Também ontem, pelo menos três pessoas foram mortas em manifestações contra o grupo terrorista. Os disparos ocorreram quando os locais tentaram instalar a bandeira do Afeganistão em uma praça. Mais tarde, Joe Biden anunciou que o prazo de retirada das tropas para 31 de agosto pode ter que ser estendido.

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TECNOLOGIA

Cavalo galopa, unicórnio também

Apenas 5 meses depois de levantar US$ 90 milhões, a brasileira Nuvemshop anunciou um novo aporte de US$ 500 milhões.

Com isso, a startup é, agora, avaliada em US$ 3,1 bilhões, o que dá a ela o selo de unicórnio e de ser a 5ª startup mais valiosa da América Latina.

Mas, o que a Nuvemshop faz? Não, não é uma plataforma que guarda arquivos na nuvem. A empresa, vista como o Shopify latino, é uma plataforma para pequenos e médios varejistas que desejam construir seu próprio e-commerce.

Hoje, já são mais de 90 mil clientes que veem como uma alternativa para não ficar eternamente vinculado ao Mercado Livre, por exemplo.

Dessa forma, os negócios se conectam diretamente com os consumidores, podendo transmitir suas marcas, imagens e vozes sem intermediadores.

O momento: Com o êxodo físico para o online de 2020, praticamente todos os indicadores da empresa triplicaram no ano passado. Hoje, a Nuvemshop monetiza com uma mensalidade e uma taxa por venda. Será que é tudo isso?

A empresa vai direcionar o investimento para a melhoria do produto, além do projeto de expansão internacional, pensando nos 650 milhões de consumidores latino-americanos.

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CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19 ouve auditor do TCU

Ontem, foi a vez do auditor do Tribunal de Contas da União, Alexandre Silva Marques. O foco dos questionamentos? Fake news a respeito da COVID-19.

O auditor é responsável por um relatório que sugeria que cerca de 50% das mortes registradas como ligadas à COVID-19 em 2020 teriam sido causadas por outras motivações, alegando uma supernotificação do número de óbitos.

Documento sem fio… (lembra da brincadeira do telefone sem fio? Foi quase isso):

O auditor contou que compartilhou o resumo em um arquivo Word com seu pai, o Coronel da Reserva, Ricardo Marques, que repassou para o presidente.
Bolsonaro, então, divulgou o documento, ligando os dados ao TCU, o que viralizou.
O Tribunal logo negou sua autoria e, com isso, Marques entrou na mira da CPI.
Fontes: Marques afirmou à Comissão que o documento era um compilado de informações, admitindo ter sido elaborado a partir de buscas na internet, com o intuito de discutir com seus colegas auditores.

O depoente também disse que a versão do material divulgada por Bolsonaro foi adulterada, não se sabe por quem, como se fosse um documento oficial do Tribunal de Contas da União.

Enquanto isso… Um estudo da Fiocruz apontou que as mortes não foram supernotificadas, mas, sim, subnotificadas.

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INTERNACIONAL

República popular socialista da China é a mais nova sócia do Tik Tok

Por mais estranho que isso pareça, o governo chinês assumiu não só uma participação societária no negócio, como também um assento na diretoria.

O deal: A ByteDance — dona do TikTok — vendeu uma participação de 1% para a WangTou ZhongWen Technology, que é de propriedade de três estatais do país.

O que está por trás disso? Regulamentação e controle. Com a ascensão de empresas chinesas, o governo nacional vem tentando “regrar” cada vez mais o crescimento desses negócios.

Há aproximadamente um mês, o país criou novas regras para empresas nacionais com mais de 1 milhão de usuários ativos, especialmente no que diz respeito aos dados e, inclusive, retirou do ar o aplicativo Didi após IPO na bolsa americana.

Não à toa, a ByteDance, que estava organizando um IPO em New York, mudou de planos e vai abrir seu capital em Hong Kong, local controlado pelos chineses.

Qual a relevância? Agora como sócio, crescem ainda mais as preocupações sobre até onde vai o acesso do governo chinês aos dados dos usuários do TikTok. A questão, que já rendeu até ameaças de proibição do app por Donald Trump, voltou à tona.

O buraco é mais embaixo… Se há algo que o TikTok realmente quer coletar são dados. No mês de julho, uma “pequena mudança” na política de privacidade do aplicativo mostrou isso. Desde lá, o app coleta identificadores biométricos de seus usuários.

Anyway…

Os Estados Unidos já estão de olho. Senadores já pediram que Joe Biden bloqueie o TikTok nos Estados Unidos depois da mudança no quadro societário. Veremos, mas enquanto isso, dancemos — nos dois sentidos…

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TECNOLOGIA

Jeff Bezos vs. Elon Musk; do tribunal judicial para a Lua

Se você achava que já tinha visto de tudo, aqui vai algo a mais… Uma briga judicial pelo espaço, envolvendo dois dos homens mais ricos do mundo.

O motivo? Quem vai pra lua primeiro. A Blue Origin, empresa espacial de Jeff Bezos, está processando a NASA por causa de supostas falhas no programa multibilionário de aterrisagem lunar promovido pela agência.

Calma, explicando melhor; inicialmente, a ideia da NASA era que pelo menos duas companhias competissem entre si para desenvolver a espaçonave que levará os astronautas à Lua pela primeira vez desde a missão Apollo, em 1972, mas…

Devido ao budget limitado, a NASA anunciou que não conseguiria levar duas empresas e concederia um contrato exclusivo à SpaceX, por US$ 2,9 bilhões.

A Blue Origin, então, recorreu ao Tribunal Federal, alegando irregularidades no contrato e dizendo que a empresa de Elon Musk foi privilegiada na negociação.

Musk não perdeu tempo e decidiu alfinetar Bezos no Twitter, dizendo que, se o lobby e os advogados pudessem colocá-lo em órbita, Bezos estaria em Plutão.

Takeaway: o mercado espacial não só continua agitado, como já é objeto de conflitos entre os bilionários mais poderosos daqui. Ao que tudo indica, o plano da NASA de levar os astronautas à Lua até 2024 deve atrasar…

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CPI DA COVID-19

COVID-19: Dados importantes no Brasil

Nessa segunda-feira, o Brasil registrou mais 434 mortes e 14.471 casos por COVID-19, levando a nossa média móvel a 839, número 14% menor que há 14 dias, o que aponta estabilidade.

“Como assim, está caindo, mas aponta estabilidade?” Vou explicar… O parâmetro é que variações de até 15% (positivas ou negativas) indicam um momento estável.

15% = tendência de alta, < -15% = tendência de queda.

O Brasil está há 5 dias em tendência de estabilidade, depois de 12 dias em queda.

E a vacinação, como vai? Bem, obrigada! Ontem, inclusive, chegamos a um marco importante: mais de 50 milhões de brasileiros estão completamente imunizados — o equivalente a 23,85% da população.

Dentre os que receberam a primeira dose, são quase 116 milhões, o que corresponde a 54,77% de toda a população (não apenas adultos).

A reabertura paulista; com a melhora relativa em São Paulo — mais de 99% dos adultos receberam a primeira dose —, o estado retira, hoje, todas as restrições de horários e públicos.

Para simplificar: Nenhum setor precisa fechar mais cedo ou abrir mais tarde por conta da COVID-19, e os comércios podem receber 100% da sua capacidade. Grande dia!

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INTERNACIONAL

O que Biden tem a dizer em meio ao caos no Afeganistão

Desde que o Talibã começou a tomar conta do Afeganistão, um dos discursos mais esperados era o de Joe Biden, afinal… foi ele quem ordenou a retirada das tropas norte-americanas do país, o que abriu caminho para a situação atual.

Ontem, enfim, Biden se pronunciou e assumiu que as coisas aconteceram mais rápido que o esperado. Ele também disse que não se arrepende da decisão, já que os EUA não podem participar de uma guerra que nem o próprio Afeganistão está disposto a lutar.

Biden também afirmou que, se o Talibã atacar americanos, haverá uma resposta rápida e agressiva, e saiu da coletiva sem responder às perguntas dos repórteres.

A opinião pública dos EUA era favorável à retirada das tropas. Nos últimos anos, tanto políticos democratas quanto republicanos apoiaram a medida.

A relevância: As cenas ficam mais desesperadoras a cada dia — como a de pessoas caindo de cima de um avião ao tentarem fugir do país. Com isso, muitos criticam a forma como a retirada foi executada pelo governo Biden.

Para ficar atento… Com a saída dos EUA do Afeganistão, cresce o poder da China na Ásia Central, que, inclusive, já disse que deseja ter ‘relações amistosas’ com os talibãs.

A situação das mulheres afegãs; com o Talibã no poder, teme-se que a população feminina do Afeganistão perca seus direitos civis.

Isso porque, na última “era” do grupo no comando do país, as mulheres não podiam 1) frequentar a escola, 2) trabalhar fora de casa, 3) sair desacompanhadas e com seus rostos e corpos descobertos.

Zoom Out: A situação também deve preceder um grande volume de refugiados nos países vizinhos, já promovendo discussões sobre isso. O Reino Unido, por sua vez, já anunciou que vai permitir a entrada de afegãos fugindo do Talibã.

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