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“Ameaças de forças comunistas da Coreia do Norte”

Imagem: Reuters

Essa foi a justificativa que o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, usou em rede nacional para declarar lei marcial no país enquanto disputa poder com a oposição.

“Lei, o quê?” Uma lei marcial institui um governo temporário pelas autoridades militares, com fundamento em alguma emergência ou de que as autoridades civis do país — Parlamento ou Judiciário — estão incapazes de funcionar.

Na prática, é como se o presidente apertasse um botão e falasse: “Chame os militares, pois o país está sob ameaça”. Ao fazer isso, algumas regras são quebradas e certas limitações podem ocorrer, tais como:

Restrição do direito de protestar e se expressar; restrições ao movimento de civis para manter a ordem e militares ocuparem áreas estratégicas e atuar como força policial.

O motivo? O atual presidente acusou o líder da oposição de estar alinhado com Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, reforçando mais ainda a tensão entre os dois países, já rivais desde a guerra que acabou em 1953.

Ambos os lados estavam se provocando com exercícios militares próximos da fronteira na última semana e, ontem, depois do decreto para entrada dos militares, a coisa saiu do controle no cenário interno do Sul.

Milhares foram às ruas protestar, chegando a entrar em confronto com os soldados. Veja os vídeos aqui.

O Partido Democrata (centro-esquerda) rapidamente foi em direção ao Parlamento para uma possível sessão que pudesse bloquear a lei marcial e, em plena madrugada, conseguiram derrubar o decreto, com um placar final de 190 × 0.

Olhando o macro: Mais que uma simples confusão, o episódio mostra que não é só o Brasil que enfrenta a dicotomia nas ideologias políticas e reforça a tensão dos blocos China, Rússia e Coreia do Norte versus EUA, OTAN e Coreia do Sul.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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