
| Se o dólar já tinha batido o seu maior nível em três ao longo dessa última semana, ontem ele voou de vez: teve uma considerável alta de 1,5%, chegando a R$ 5,87. 💵 Esse só não é o maior nível da história porque, em 13 de maio de 2020, no início da pandemia, a moeda americana fechou a R$ 5,90. Quais os motivos para isso? Falta de um plano robusto de corte de gastos: Apesar do governo falar que vem um corte de gastos por aí, até agora, não está nada claro para o mercado como e em que medida ele virá. Para agravar o receio da Faria Lima, Haddad ficará fora do Brasil nesta semana — o que deve adiar os planos de um possível anúncio. Chances de Trump ganhar a eleição americana: Mesmo com as pesquisas indicando um disputa acirrada entre Trump e Kamala, o mercado tem aumentado na projeção a possibilidade do republicano vencer. Os seus planos de tarifas de importação mais abrangentes podem impactar países produtores de commodities, como o Brasil. Desaceleração no mercado americano: O Payroll mostrou que houve uma desaceleração no número de vagas criadas nos EUA, de 223 mil em setembro para só 12.000 em outubro. Essa queda reforça argumentos para o Banco Central americano cortar os juros por lá. Atividade econômica brasileira: Enquanto isso, por aqui, a produção industrial subiu 1,1% em setembro, a maior taxa de crescimento para o mês em 4 anos. Isso mostra que, mesmo com juros altos, a nossa economia parece aquecida, sendo mais um motivo para o nosso Banco Central não cortar juros — ou até subir. A bolsa também não tem sorrido…O Ibovespa fechou o seu quarto pregão de queda seguido ontem, tendo caído 1,23%, aos 128.121 pontos. |