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O feriado que dividiu o país no final de semana

Chegamos a mais um 7 de setembro. Marcando a polarização do nosso país, o Dia da Independência por aqui foi marcado pela cerimônia oficial de Lula em Brasília e pela manifestação convocada por Bolsonaro na Paulista.

A imprensa estimou que 20.000 pessoas estiveram na Esplanada dos Ministérios e que 60.000 pessoas estiveram na principal avenida de SP.

Dois lugares, Uma figura

Por motivos diferentes, o nome de Alexandre de Moraes chamou a atenção nos dois atos. Primeiro, porque depois do passeio de Rolls Royce, Lula fez questão de abraçar Moraes e posar sorridente para fotos com o ministro.

Foto: Agência Brasil | Reprodução

O presidente convidou outros ministros do STF para fazer parte da 1ª fileira de autoridades. Lula também fez um churrasquinho logo depois do desfile, que contou com a presença de vários juízes do Supremo.

No mesmo horário, a 1.000 km de distância… O nome de Alexandre também estava em pauta, mas ecoado com pedidos de impeachment e protestos contra a decisão que bloqueou o X em todo o país.

Ao lado de parlamentares e do governador de SP, Bolsonaro disse que o Senado precisa colocar um freio em Moraes, o chamando até de ditador. Outros nomes como Nikolas e Eduardo Bolsonaro também chamaram o ministro de “tirano” e de “psicopata”.

O Ⓜ️ da questão: Em clima de eleições municipais, Pablo Marçal, Maria Helena e Ricardo Nunes — que é apoiado oficialmente pelo ex-presidente — compareceram na Paulista.

Nenhum deles discursou, mas Marçal foi às redes dizer que foi impedido de subir no trio. Bolsonaro retrucou e disse que o candidato tentou se aproveitar do ato.

Zoom out: Goste você ou não, dois anos após as eleições, o Dia da Independência prova que o país segue dividido, polarizado e sem perspectivas de união.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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