É sanção que não acaba mais. Enquanto os ucranianos se encontram sob a tensão dos ataques, as empresas ao redor do mundo têm reagido e dificultado a vida dos russos.
Sem redes sociais… Depois do bloqueio do Twitter e do Facebook, o TikTok anunciou que está pausando a publicação de conteúdo e lives no país.
Sem Netflix… O streaming também interrompeu seu serviço na Rússia.
Sem cartão de crédito… Visa, Mastercard, American Express e PayPal estão suspendendo seus serviços no país. Como alternativa, alguns bancos russos estão pensando em usar o sistema da China.
Sem compras de luxo… Grandes casas de luxo e joalherias, como Hermès e Cartier, também fecharam suas lojas na Rússia, deixando as oligarquias sem as renomadas grifes.
Aqui estão algumas das empresas que saíram, totalmente ou parcialmente, do mercado russo:

Mas o comportamento não é unânime…
Algumas empresas, como McDonald’s, Starbucks e Pepsi, por exemplo, decidiram ficar. Um dos motivos é o modelo de franquia, que dificulta a decisão de fechar um estabelecimento, mas, mais do que isso, há o fator financeiro.
Levando em conta o fato de que 9% da receita total do McDonald’s vem da Rússia, suspender as operações pode representar um baque.
Além da famosa rede de fast-food, Elon Musk também não seguiu a maioria: o empresário disse que não vai acatar os pedidos para que sua Starlink bloqueie as fontes de notícias russas, dizendo que é um absolutista da liberdade de expressão.
Por que isso é relevante? Com a insatisfação do povo por ter seu dia a dia fortemente impactado, a governabilidade de Putin pode diminuir, colocando seu poder em risco.
Pensando em manter sua popularidade, o presidente russo está controlando a comunicação e intimidando a imprensa independente.
Na sexta-feira, foi publicada uma lei que ameaça prender jornalistas por até 15 anos se publicarem o que Moscou considera ser uma informação falsa. Com isso, Bloomberg, CNN, BBC e CBS já disseram que parariam de transmitir no país.