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Guedes é interrogado devido offshores

Pandora Papers. No mês passado, uma série de bilionários, envolvendo alguns políticos e nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, tiveram nomes divulgados como detentores de empresas offshores — ou seja, abertas em territórios com menor tributação.

Quando as informações foram divulgadas, houve um reboliço na mídia, especialmente no sentido de enfatizar que elas são muito utilizadas para realização de manobras fiscais — de fato, são, mas também são legais.

Ok, mas e aí? Paulo Guedes foi “convidado” por uma Comissão parlamentar a prestar esclarecimentos sobre o tema diante de deputados, que tiveram o direito de interrogá-lo livremente sobre o tema ontem.

Como foi?

Depois de uma série de perguntas, Guedes abriu seu discurso dizendo que o assunto é irrelevante no atual momento econômico do país, fazendo questão de classificar suas movimentações financeiras como “absolutamente legais”.

Nas palavras de PG: “A offshore é como uma faca, você pode usar para matar alguém ou pode usar para cortar uma laranja”. Boa analogia?

Questionado sobre o motivo das offshores, o ministro respondeu que foi aconselhado a fazer isso por questões sucessórias. Guedes utilizou o imposto sobre herança americano, de 46%, como motivação para abertura de sua offshore.

No ano de 2020, o ministro assinou uma resolução que aumentava, de US$ 100 mil para US$ 1 milhão, o mínimo de remessas ao exterior que devem ser informadas ao Banco Central.

Sobre isso, o economista acrescentou que não enviou remessas ao Brasil durante seu período no governo e que declara anualmente os valores à Receita Federal, e para a Comissão de Ética da Presidência da República.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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