Com uvas passas ou não, a ceia de Natal desse ano vai ficar mais cara para o consumidor, e já estamos familiarizados com o motivo: a inflação.
No caso da clássica refeição natalina, os alimentos que a compõem encareceram do ano passado para cá. Veja:
O frango inteiro — um dos alimentos mais procurados nesta época, que substitui o peru — teve alta de 27,34%;
O panetone — com frutinhas ou chocolate? — disparou 25%.
O ovo, que costuma aparecer nas saladas, aumentou 20%;
Os pães, para a clássica rabanada, subiram cerca de 11,12%;
Enquanto isso, apenas o arroz teve queda de preço, de 4,25%, no período.
O que explica?
Especificamente, o aumento do preço da carne de frango e dos ovos — dois dos itens que mais subiram — se deve ao encarecimento dos insumos, como o farelo de soja e de milho.
Além disso, há a energia elétrica — para o funcionamento dos frigoríficos — e o diesel — transporte —, que também influenciam, além da maior demanda por causa da alta dos preços das carnes.
Aproveitando o assunto…
Muitos definem a inflação apenas como a alta dos preços. Isso é verdade, mas ela também é resultado da desvalorização da moeda. Quanto mais reais no mercado brasileiro, por exemplo, menos ele vale — e aí os preços sobem.