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INTERNACIONAL

A solução da Argentina para a inflação

Nos primeiros nove meses do ano, os preços aumentaram em 37% na Argentina. Em meio à inflação galopante e à chegada das eleições legislativas no próximo mês, o governo argentino chegou a um acordo com o setor privado.

Do que se trata? Durante 90 dias, os preços de mais de 1.200 produtos domésticos serão congelados.

A ideia é que esses itens — alimentos, materiais de limpeza e artigos de higiene pessoal — sirvam de âncora para estabilizar a inflação, garantindo que as pessoas não deixem de consumir no último trimestre do ano. Sem a medida, acredita-se que o salário seria corroído pelo preço dos alimentos.

Por outro lado… Congelar preços pode ser perigoso, uma vez que limita uma lei básica da economia: oferta e demanda. Além disso, não se corta o mal pela raiz, já que não combate as causas da inflação, apenas a consequência.

O cenário econômico argentino; hoje, a pobreza atinge 40% da população do país, o que fez os hermanos irem às ruas para pedir por mais assistência aos pobres durante a crise.

Em novembro, haverá eleições legislativas, e as pesquisas mostram que o atual governo deve perder cadeiras no Congresso.

O congelamento pode, então, ser uma boa política para reconquistar eleitores — algo também promovido com o aumento recente de 16% no salário mínimo. Veremos os próximos capítulos…

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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