Parece IPO, mas não é. É o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST), que fez algo inédito ontem e invadiu o salão principal da B3 — estrutura física da Bolsa de Valores no Brasil.
O motivo? Protestar contra a fome, a desigualdade e a inflação. O ato pacífico durou pouco mais de uma hora e não interrompeu a operação do pregão, ou seja, investidores continuaram comprando e vendendo ações.
Os dois lados da moeda:
Guilherme Boulos, utilizou sua conta no Twitter — companhia listada na Bolsa de Valores americana — para comemorar o feito.
O argumento é que, na Bolsa, toda a riqueza do Brasil é negociada e é onde são formados os bilionários do sistema à custa da nossa pobreza.
Especialistas do mercado financeiro — que ganham dinheiro ensinando pessoas a investir —, por outro lado, questionaram a medida afirmando que a Bolsa só contribui para a prosperidade do país.
Segundo eles, quando uma empresa capta recursos com o mercado para expandir seus negócios (IPO), ela gera mais empregos e cria novas oportunidades.
Zoom out: Independente disso, a inflação continua subindo e o IPCA — que mede a variação dos preços de um conjunto de produtos e serviços mais consumidos pelas famílias brasileiras — teve a maior alta no último mês em 21 anos.