Nos últimos tempos, algumas manchetes chamaram atenção nos noticiários lá na terra da Rainha:
- Ikea luta para fornecer cerca de 1.000 linhas de produtos por causa da escassez de motoristas;
- Milkshakes do McDonald’s estão em falta no Reino Unido e a culpa é da falta de caminhoneiros;
- 7 em cada 10 empresas estão encontrando mais dificuldades para preencher as vagas de trabalho neste ano.
De modo geral, o Reino Unido está enfrentando uma escassez histórica de trabalhadores — e de suprimentos. Mas, por quê?
Há o fator pandemia, que chacoalhou as pessos e seus cargos, com o direcionamento para trabalhos mais digitais e menos manuais.
Outro motivo, no entanto, é o Brexit. Desde que o Reino Unido saiu da UE, mais de 20.000 motoristas de caminhão deixaram o país por causa das restrições de fronteiras.
Os efeitos disso:
A lei do mercado vale não só para os preços dos produtos, mas também para os salários.
- Salários: Com a mão de obra escassa, a remuneração oferecida aos trabalhadores britânicos está disparando, o que impacta na inflação.
- Preços: Com a falta de trabalhadores, a cadeia de suprimentos é prejudicada. Se as coisas não chegam às pessoas, sua “oferta” é baixa. Se a demanda segue firme e forte, o natural é que os preços subam.
Olhando para o futuro: Economistas brincam que é preciso “deixar o mercado de trabalho fazer o seu trabalho”, mas, outros, se preocupam com a possibilidade de um descontrole inflacionário por causa dessa transformação estrutural.