Depois de poucos meses de braços abertos, a União Europeia passou a recomendar que estados-membros proíbam viagens não essenciais dos EUA. É… nem a maior economia do mundo é bem-vinda no Velho Mundo.
O motivo? Uma análise técnica e fria em relação às infecções e hospitalizações por COVID-19 no país. Explico:
Para estar na seleta lista de países seguros, o país precisa ter menos de 75 novos casos por dia, a cada 100.000 pessoas, nos 14 dias anteriores — um limite que os EUA ultrapassaram em cerca de 7 vezes.
Os norte-americanos foram removidos dessa lista. Não é obrigatório aceitar a recomendação, mas é bem provável que os países com ego ferido o façam…
Como assim, ego ferido? Os EUA falharam em algo essencial em qualquer relação: reciprocidade. Embora os turistas americanos pudessem curtir o verão em Ibiza, suas fronteiras continuaram fechadas para os europeus, gerando raiva e frustração.
Analisando o quadro da COVID-19, hoje, a União Europeia tem mais pessoas com uma dose já recebida que os Estados Unidos — 64% vs 60%.
Zoom Out: Além dos EUA, Israel, Kosovo, Líbano, Montenegro e Macedônia do Norte também foram removidos. O Brasil se mantém fora da lista, apesar de alguns países do continente terem ido contra as recomendações para nos receber.