A Delta Air Lines, a terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos, decidiu cobrar US$ 200 extras por mês dos funcionários que não quiserem se vacinar.
O que está por trás disso? Nessa semana, falei com vocês que a aprovação total da vacina da Pfizer pelo FDA abriria espaço para a obrigatoriedade — ou outras medidas mais rígidas —, e demorou menos que o esperado para acontecer.
O contexto: O governo americano já disponibilizou a vacina para todos os adultos e fez parcerias até com a Olivia Rodrigo para incentivar a imunização. Agora, os empregadores estão dizendo: “Deixa com a gente, Biden”.
Além da saúde, há dinheiro envolvido. Todos os funcionários da Delta Air Lines que foram hospitalizados com COVID-19 não tinham sido totalmente vacinados, e cada uma dessas hospitalizações custou US$ 50 mil à empresa.
Com isso, todos os funcionários que recebem auxílio saúde da companhia e não se vacinaram vão “sofrer” no bolso. Críticos já estão levantando algumas questões sobre a medida…
Uma entidade do setor diz que as penalidades não podem ser abusivas — ou seja, reprimir ou ameaçar alguém de fazer algo;
A multa da Delta excede o percentual máximo de desconto permitido pela lei, em termos de folha pagamento ou benefícios.
Visão macro:
Viagens = Lucro. O setor de aviação quer eliminar a COVID-19 como você quer se livrar do vizinho chato que só toca som alto. Quanto mais rápido tudo isso passar, mais as pessoas vão viajar.
O ponto é… Fazendo uma comparação, as pessoas não pararam de fumar mesmo com a alta dos impostos. Será que vão se vacinar por terem a multa descontada de seus contracheques?