Em uma entrevista na manhã de ontem, Bolsonaro disse que se encontraria mais tarde com Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, para pedir que o uso da máscara no país se torne facultativo o quanto antes.
O que Queiroga diz sobre isso? O ministro não quis indicar quando a retirada dessa obrigatoriedade vai acontecer, apenas pontuando que isso será feito quando existirem condições sanitárias seguras.
De onde vem isso? Não é do nada. No mês de junho, Bolsonaro pediu ao Ministério da Saúde um estudo sobre uma possível desobrigação. Os primeiros resultados dessa pesquisa serão apresentados amanhã ao presidente.
Importante lembrar: No mês de maio — quando tinham pouco mais de 45% da população com uma dose e 36% completamente imunizada — os EUA retiraram a obrigatoriedade. Dois meses depois, com o avanço da Delta, eles voltaram a recomendar o uso em locais fechados.
Hoje, o Brasil possui quase de 60% das pessoas com a primeira dose, mas só 25% imunizadas.
Enquanto isso, em São Paulo…
Comprovante de vacina. O que já é realidade para os parisienses e nova-iorquinos será também para os paulistanos. Com a vacina já disponibilizada para todos os adultos, o prefeito de São Paulo anunciou uma espécie de passaporte da vacina digital.
Segundo o prefeito, o comprovante será emitido por um aplicativo que as pessoas precisarão apresentar para ir a eventos, shoppings, restaurantes e outros locais.
Se o cidadão estiver com uma dose atrasada, deverá ser barrado, e os estabelecimentos que receberem não vacinados poderão ser multados pela Vigilância Sanitária.
No entanto; mais tarde, o secretário da Saúde disse que o passaporte será necessário em eventos, mas apenas uma recomendação para em bares, shoppings e restaurantes, deixando os cidadãos em clima de dúvida.
O que o mercado achou? Associações ligadas ao setor já demonstraram preocupação com a decisão e o impacto no fluxo de pessoas e, claro, no faturamento — que já vem sendo prejudicado há muito tempo.
Se os paulistanos seguirem o que foi visto lá fora, críticas à medida — e até protestos — devem estar a caminho.