Por mais estranho que isso pareça, o governo chinês assumiu não só uma participação societária no negócio, como também um assento na diretoria.
O deal: A ByteDance — dona do TikTok — vendeu uma participação de 1% para a WangTou ZhongWen Technology, que é de propriedade de três estatais do país.
O que está por trás disso? Regulamentação e controle. Com a ascensão de empresas chinesas, o governo nacional vem tentando “regrar” cada vez mais o crescimento desses negócios.
Há aproximadamente um mês, o país criou novas regras para empresas nacionais com mais de 1 milhão de usuários ativos, especialmente no que diz respeito aos dados e, inclusive, retirou do ar o aplicativo Didi após IPO na bolsa americana.
Não à toa, a ByteDance, que estava organizando um IPO em New York, mudou de planos e vai abrir seu capital em Hong Kong, local controlado pelos chineses.
Qual a relevância? Agora como sócio, crescem ainda mais as preocupações sobre até onde vai o acesso do governo chinês aos dados dos usuários do TikTok. A questão, que já rendeu até ameaças de proibição do app por Donald Trump, voltou à tona.
O buraco é mais embaixo… Se há algo que o TikTok realmente quer coletar são dados. No mês de julho, uma “pequena mudança” na política de privacidade do aplicativo mostrou isso. Desde lá, o app coleta identificadores biométricos de seus usuários.
Anyway…
Os Estados Unidos já estão de olho. Senadores já pediram que Joe Biden bloqueie o TikTok nos Estados Unidos depois da mudança no quadro societário. Veremos, mas enquanto isso, dancemos — nos dois sentidos…