Ontem, foi a vez do auditor do Tribunal de Contas da União, Alexandre Silva Marques. O foco dos questionamentos? Fake news a respeito da COVID-19.
O auditor é responsável por um relatório que sugeria que cerca de 50% das mortes registradas como ligadas à COVID-19 em 2020 teriam sido causadas por outras motivações, alegando uma supernotificação do número de óbitos.
Documento sem fio… (lembra da brincadeira do telefone sem fio? Foi quase isso):
O auditor contou que compartilhou o resumo em um arquivo Word com seu pai, o Coronel da Reserva, Ricardo Marques, que repassou para o presidente.
Bolsonaro, então, divulgou o documento, ligando os dados ao TCU, o que viralizou.
O Tribunal logo negou sua autoria e, com isso, Marques entrou na mira da CPI.
Fontes: Marques afirmou à Comissão que o documento era um compilado de informações, admitindo ter sido elaborado a partir de buscas na internet, com o intuito de discutir com seus colegas auditores.
O depoente também disse que a versão do material divulgada por Bolsonaro foi adulterada, não se sabe por quem, como se fosse um documento oficial do Tribunal de Contas da União.
Enquanto isso… Um estudo da Fiocruz apontou que as mortes não foram supernotificadas, mas, sim, subnotificadas.