Desde que o Talibã começou a tomar conta do Afeganistão, um dos discursos mais esperados era o de Joe Biden, afinal… foi ele quem ordenou a retirada das tropas norte-americanas do país, o que abriu caminho para a situação atual.
Ontem, enfim, Biden se pronunciou e assumiu que as coisas aconteceram mais rápido que o esperado. Ele também disse que não se arrepende da decisão, já que os EUA não podem participar de uma guerra que nem o próprio Afeganistão está disposto a lutar.
Biden também afirmou que, se o Talibã atacar americanos, haverá uma resposta rápida e agressiva, e saiu da coletiva sem responder às perguntas dos repórteres.
A opinião pública dos EUA era favorável à retirada das tropas. Nos últimos anos, tanto políticos democratas quanto republicanos apoiaram a medida.
A relevância: As cenas ficam mais desesperadoras a cada dia — como a de pessoas caindo de cima de um avião ao tentarem fugir do país. Com isso, muitos criticam a forma como a retirada foi executada pelo governo Biden.
Para ficar atento… Com a saída dos EUA do Afeganistão, cresce o poder da China na Ásia Central, que, inclusive, já disse que deseja ter ‘relações amistosas’ com os talibãs.
A situação das mulheres afegãs; com o Talibã no poder, teme-se que a população feminina do Afeganistão perca seus direitos civis.
Isso porque, na última “era” do grupo no comando do país, as mulheres não podiam 1) frequentar a escola, 2) trabalhar fora de casa, 3) sair desacompanhadas e com seus rostos e corpos descobertos.
Zoom Out: A situação também deve preceder um grande volume de refugiados nos países vizinhos, já promovendo discussões sobre isso. O Reino Unido, por sua vez, já anunciou que vai permitir a entrada de afegãos fugindo do Talibã.