Esse foi o recado da Organização Mundial da Saúde para os países que estão querendo aplicar mais uma dose da vacina contra COVID-19. Para a OMS, pelo menos 10% das pessoas de cada país deveriam ser vacinadas antes que os países mais ricos concedam doses de reforço.
O argumento de Tedros Adhanom é que seria pouco razoável permitir que países já “imunizados” gastem doses extras sem antes que os países mais vulneráveis salvem suas populações.
Por que é relevante? Porque já tem gente começando a fazer isso. A Hungria, por exemplo, desde o primeiro dia do mês, está disponibilizando uma terceira dose para qualquer indivíduo que deseja reforçar sua imunidade.
Outros países na Europa, como a Alemanha, e os Estados Unidos já consideram dar doses extras para os mais vulneráveis. Israel já começou o reforço há algumas semanas.
O que os números dizem? Mais de 4 bilhões de doses de vacinas já foram administradas globalmente, sendo que cerca de 80% foram para países de renda média ou alta — que representam menos da metade da população mundial.
E os especialistas? Não há consenso sobre a necessidade da terceira dose. Enquanto cientistas dizem que a proteção de doses da Pfizer podem durar anos, como exemplo, o próprio CEO da empresa disse que um reforço pode ser necessário. Complicado…