Depois das férias parlamentares, os depoimentos à CPI da COVID-19 estão nos noticiários outra vez. Essa nova etapa deve focar nas investigações sobre negociações de vacinas envolvendo intermediários.
Ontem, foi a vez do reverendo Amilton Gomes de Paula, fundador da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, considerado peça-chave nesse sentido.
Por quê? Ao que parece, Amilton participou da negociação da venda de 400 milhões de doses da AstraZeneca, envolvendo a Davati Medical Supply, e afirmou que receberia uma doação — financeira — caso o acordo fosse fechado.
Lembrando; essa é a negociação que envolve o suposto pedido de propina de US$ 1 para cada dose feito pelo então chefe de logística do Ministério da Saúde.
Os senadores, então, chamaram o reverendo de estelionatário, pontuando seus interesses financeiros na negociação. Amilton disse que o interesse era humanitário.
O depoimento foi tido como “confuso”, já que Amilton disse não se lembrar de reuniões e negociações com municípios, apesar de e-mails indicarem o contrário.