Na semana passada, você deve ter ouvido que o ministério da Saúde anunciou oficialmente a rescisão do contrato com a Precisa Medicamentos — intermediadora da venda da vacina Covaxin.
Recapitulando; depois do governo fechar um contrato de compra e empenhar R$ 1,6 bilhão para isso, os irmãos Miranda denunciaram supostas irregularidades nas negociações, o que se transformou, inclusive, em notícia-crime contra Jair Bolsonaro.
Com as polêmicas, o ministério da Saúde chegou até a suspender temporariamente o contrato para aquisição das 20 milhões de doses.
Com as denúncias chegando com força à pauta da CPI, a fabricante da Covaxin decidiu, na última sexta-feira, rescindir a ligação que tinha com a Precisa Medicamentos.
Com isso, quase que automaticamente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também decidiu romper com a empresa, cancelando a nota de empenho da verba que tinha sido reservada para a compra.
A expectativa é que o governo desista da Covaxin — que ainda não está regularizada pela Anvisa — e despenda os recursos na compra das vacinas que já estão no Plano Nacional de Imunização.
Mas o assunto vai continuar sendo pauta…
Ontem, a CPI definiu um calendário prévio para o mês de agosto, depois que os parlamentares voltarem do recesso, e as negociações de compra de vacina continuarão sendo um dos principais tópicos… Segue a
No final de agosto e começo de setembro, a ideia é convocar novamente alguns depoentes que já falaram à Comissão para mais esclarecimentos. Depois disso, a expectativa é terminar os trabalhos e ter um relatório final.