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INTERNACIONAL

Argentina passa a adotar terceira opção de gênero no documento de identidade

Ontem, o presidente da Argentina, Alberto Fernandéz, assinou um decreto anunciando que argentinos poderão optar por uma terceira opção de gênero nos documentos de identidade e passaportes.

Como assim? A partir de agora, além de masculino e feminino, há a possibilidade de inserir no documento a letra X, que pode representar vários significados já previstos em lei, tais como: não binário, indeterminado, indefinido ou não especificado.

O dia foi marcado pela fala do presidente, que emitiu as primeiras carteiras de identidade de gênero neutro na história do país, declarando que existem outras identidades além de homem e mulher, e elas devem ser respeitadas.

Qual a relevância disso? Além das pessoas que simplesmente não se identificam com M e F, há quem possua anatomia ou fisiologia que não se enquadra nas noções binárias típicas de corpos masculinos ou femininos.

Especialistas no assunto consideram tais indivíduos como intersexuais. Até ontem, eles eram desconsiderados no documento argentino.

Estima-se que cerca de 1,7% da população mundial seja intersexual, e isso é quase a mesma quantidade de pessoas ruivas existentes no planeta.

A Argentina se tornou o primeiro país sul-americano a adotar essa medida. Nova Zelândia, Canadá e Austrália já fizeram a mudança anteriormente e, no início do mês, os Estados Unidos também adotaram a 3ª opção nos passaportes.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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