A aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias pelo Congresso está dando o que falar, especialmente no que diz respeito à verba destinada ao fundo eleitoral.
Antes de mais nada, o que é isso? Até 2015, empresas privadas podiam doar para campanhas políticas. Depois que as companhias foram proibidas de fazer isso, o fundo nasceu para compensar a receita que deixou de ser recebida.
A verba é destinada para os partidos e auxilia nos gastos e investimentos com campanhas eleitorais, que podem custar bem caro.
Dados mostram que o Brasil é um dos países que mais envia dinheiro público para siglas e campanhas políticas, entre as 35 nações pesquisadas. Para se ter uma ideia, temos uma média de R$ 2,2 bilhões por ano.
E qual o problema da vez? Parlamentares aprovaram, para o orçamento do ano que vem, o aumento do ‘Fundão Eleitoral’ para R$ 5,7 bi.
Além de estarmos vivendo uma crise sanitária, isso é mais que os R$ 2 bilhões do ano passado e mais que o triplo das eleições de 2018.
Importante: Algo simples de se entender é que, como recursos financeiros não são infinitos, para se investir em uma área, é preciso segurar em outra. Com isso, o medo é que saúde, educação e infraestrutura possam ser prejudicados, por exemplo.
Sobrou para o presidente; desde que saiu do hospital, Bolsonaro vem sendo questionado e criticado, já que vários deputados governistas tinham dito que eram contra o aumento do valor, mas acabaram votando a favor dele.
O que disse Jair? Por meio de seu Instagram, JB publicou uma mensagem dizendo que, em respeito ao povo brasileiro, ele vetará o aumento do Fundo Eleitoral.
E agora? Quando o veto for efetivamente publicado e enviado ao Congresso, senadores e deputados podem até derrubá-lo, mas será necessária a maioria absoluta dos votos.