Os EUA estão vivenciando um momento de várias renúncias no mercado de trabalho, superando, inclusive, níveis pré-pandêmicos, o que chama a atenção das autoridades.
Só no mês de abril, quase 4 milhões de pessoas pediram demissão — recorde desde o início da COVID-19 — e, segundo uma pesquisa recente, 41% dos trabalhadores do mundo estão considerando deixar seu atual emprego em 2021.
Por quê? Tem quem esteja insatisfeito com a carreira, tem os que simplesmente resolveram se aposentar mais cedo — sim, isso parece ser uma tendência lá — e também aqueles que procuram vagas que equilibrem melhor vida pessoal e trabalho.
Mas há um motivo principal. Há um número altíssimo de vagas de emprego sendo criadas nos EUA no momento e, como diz o ditado, a grama do vizinho parece sempre mais verde. Como consequência, os salários estão subindo e as empresas estão oferecendo várias vantagens.
A JBS vai bancar a faculdade de seus funcionários e de um de seus filhos;
A Disney está oferecendo um bônus extra de US$ 1.000 para quem quiser trabalhar nos parques de Orlando;
Na Califórnia, uma rede de sanduíches está oferecendo um plus de US$ 10.000 para um assistente e US$ 5.000 para um gerente de turno, além do salário.
De modo geral, as pesquisas por empregos com bônus aumentaram 134% neste ano, provando o desespero das empresas em ter de volta a força de trabalho perdida durante a pandemia.
Acredita-se que essa onda de demissões — já apelidada como ‘The Great Resignation’ — deve acabar depois do fim do auxílio por lá, em setembro. Veremos…