Enquanto, por aqui, estamos tirando o casaco de lã do armário, no hemisfério norte, as altas temperaturas estão com tudo. No oeste do Canadá, centenas de pessoas morreram nos últimos dias em meio a uma das maiores ondas de calor já vistas na América do Norte.
O país registrou a sua maior temperatura da história, de 49,5°C. Não, não é “sensação térmica”.
O caos… Na Colúmbia Britânica, província de Vancouver, houve 486 mortes súbitas em cinco dias, quase três vezes o número normal para esse período. Autoridades afirmaram que a alta tem relação direta com o calor extremo e que os idosos são a maioria das vítimas.
O país é preparado para o frio, e não para uma sequência de dias tão quentes assim. Parece que os canadenses estão tendo que trocar os aquecedores por ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, que estão em falta na região.
Pra se ter uma ideia, algumas cidades suspenderam a vacinação contra a COVID-19. É só pensar que a média móvel de mortes da doença no país está abaixo de 20 por dia, e que quase 70% da população já tomou uma dose. O foco da saúde virou outro por lá.
Impacto ambiental: Enquanto alguns incêndios florestais foram registrados por conta do calor — com o alerta ainda ligado —, locais mais ao norte estão sob risco de enchentes, por conta do rápido derretimento de neve.
Curiosidade… Julho, naturalmente, costuma ser o mês mais quente na maior parte do hermisfério norte e o mês mais frio em grande parte do sul. É bom que ele venha com calma esse ano