Ontem, quem depôs à Comissão foi o empresário e fundador da Wizard. Ele foi convocado para falar sobre duas suspeitas, a do suposto gabinete paralelo e a do financiamento de conteúdo falso sobre a COVID-19.
Inicialmente, Carlos disse que jamais soube de qualquer governo paralelo e que nunca participou de uma reunião a sós com o presidente. Ele também negou ter financiado qualquer comunicação sobre medicamentos para a doença.
Mas, a partir daí… Os senadores quase ficaram como você nas reuniões do Zoom: “Fulano, você está mutado”.
Como assim? Quando foi questionado sobre temas como a atuação no governo federal e sua relação com Ricardo Barros, o líder do governo na Câmara, Carlos Wizard disse e repetiu — pelo menos 70 vezes — que iria permanecer em silêncio.
O empresário obteve no STF o direito de ficar em silêncio para não produzir provas contra si, no entanto o presidente da CPI disse que vai recorrer dessa decisão.
Mudando de assunto; também ontem, foi protocolado um ‘superpedido’ de impeachment contra Bolsonaro, reunindo argumentos de outros 122 pedidos, citando mais de 20 crimes que teriam sido cometidos por Jair.
No entanto… O processo será analisado por Arthur Lira, presidente da Câmara e aliado do presidente, que disse não se surpreender com o “superpedido” e também sinalizou que não deve acatar o pedido.