Durante uma entrevista coletiva da Eurocopa, o português Cristiano Ronaldo tomou uma ação um tanto quanto inesperada. Ao menos, para uma patrocinadora da competição, a Coca-Cola.
O que aconteceu? Ao sentar-se para responder as perguntas, duas Cocas estavam posicionadas na frente de um dos maiores jogadores de futebol todos os tempos. CR7 olhou para a dupla e simplesmente as afastou para longe dele.
Rapidamente, o atleta as substituiu por água e disse: ‘Água!’, completando com uma cara feia: ‘Coca-Cola… Pô?’.
Okay, mas qual a relevância disso? Cristiano Ronaldo é simplesmente a pessoa mais influente do mundo, ao menos, se analisarmos os números nas redes sociais. São 298 milhões de seguidores só no Instagram.
Isso é equivalente à população do Brasil, Portugal e da França somadas.
Pra quem duvida da influência; meia hora depois da entrevista, a Coca-Cola perdeu US$ 4 bilhões do seu valor de mercado, uma queda de 1,6%.
Mas afinal, estamos tomando menos refrigerante? Aparentemente, sim. No Brasil, houve uma redução de 53% no consumo regular de refrigerantes e bebidas açucaradas entre 2007 e 2018. Nos EUA, o consumo anual da bebida por pessoa caiu de 172 litros, em 2010, para 111 litros em 2019.
Com uma maior importância dada aos hábitos saudáveis, principalmente pelos mais jovens, os refrigerantes são os primeiros a saírem da rotina.
As autoridades também estão atentas; México — o maior freguês de bebidas com gás do mundo —, França, Noruega e Portugal já criaram um imposto extra sobre refrigerantes para frear o hábito.
Apesar do incidente, a Coca-Cola já está atenta ao cenário e conta com várias outras bebidas em seu portfólio — inclusive a água que o CR7 estava bebendo. Parte da estratégia é comprar marcas menos junks. Será que um dia o rótulo vermelho vai deixar de ser o carro-chefe da marca?