Depois de aprovação no Senado na semana passada, o “Passaporte COVID-19” do Brasil foi rejeitado por Bolsonaro. Questionado sobre o Certificado de Imunização e Segurança Sanitária (CSS) — nome oficial —, o presidente antecipou que irá vetá-lo, caso seja aprovado.
Do que se trata? A ideia consiste na criação de um passaporte sanitário, que possibilita que pessoas vacinadas ou já testadas entrem em espaços sem o uso de máscaras e todos os outros protocolos de higiene que estamos acostumados.
Qual o problema para o presidente? Desde quando começou a se falar em vacinas no país, ele se posiciona de forma contrária à obrigação da picada. Na concepção dele, a aprovação do passaporte estimularia esse caráter “obrigatório” da coisa.
Como? Pense que estabelecimentos públicos e privados poderiam determinar na entrada a seguinte informação: “o ingresso neste local está condicionado à apresentação” do CSS.
Os possíveis problemas práticos:
1- A efetividade de uma comprovação de teste negativo, que não garante imunidade;
2- Apenas 15% da população estar imunizada — o que poderia criar uma espécie de segregação;
3- A integridade do documento — virtual ou impresso — diante do jeitinho brasileiro.
O que é curioso pensar?
Segundo o projeto, estabelecimentos que cumpram certas exigências relacionadas ao CSS, não poderiam sofrer nenhum tipo de restrição. Resumindo… Um bar poderia ficar aberto até a madrugada, desde que só para os que portarem o documento.
Zoom out: O projeto está sendo analisado na Câmara, mas ao sinalizar uma desaprovação, o presidente manda um recado para seus aliados no Congresso.