Já faz algum tempo que falei sobre os números da COVID-19 por aqui. Ter uma visão do todo é sempre importante. Por isso, vamos ao overview.
O Brasil registrou ontem 2.484 novas mortes causadas pela doença nas últimas 24 horas, elevando para 479.791 o total de óbitos notificados desde o início da pandemia.
Saber isso é suficiente? Não. Números sem referência podem não ilustrar tanto a realidade. Por isso, a média móvel é um indicador muito utilizado para demonstrar o avanço da doença ao longo do tempo. Vejamos:

O que você entende? Talvez, o mais óbvio. Há quase 10 dias, estamos com um número estável, em um platô. Isso não significa que o problema está resolvido, mas a situação já não é mais como a que vivemos em abril.
Essa mesma média chegou a mais de 3 mil mortes há dois meses, mas o número (1.727) ainda é alto, assim como a taxa de transmissão, que está próxima de um.
Taxa de transmissão? Sim. É o indicador da velocidade com que o vírus se espalha na população. Qualquer número acima de um representa que a epidemia está crescendo no país.
Depois de uma ligeira queda, nossa taxa está em 0,99. Para fins de comparação, o número já chegou a 1,3 — o mesmo que dizer que, na época, a cada 100 pessoas infectadas, outras 130 eram contaminadas.
E as vacinas?
Isso sim é motivo para se ter esperanças. Foram aplicadas mais de 75 milhões de doses, sendo que 51 milhões de pessoas tomaram a primeira injeção e 23 milhões a segunda.
Traduzindo para percentual, considerando toda a população, são quase 25% vacinados — aumento de quase 10% só nos últimos 30 dias — e 12% totalmente imunizados — aumento de quase 4% de um mês pra cá.