Durante o final de semana, membros do G7 — grupo dos 7 países mais ricos do mundo — deram sinal verde para possíveis alterações no sistema tributário internacional.
Simplificando: O grupo concordou com a possibilidade de reescrever as regras de como impostos são arrecadados globalmente. Feito histórico.
Qual é o plano? A ideia da “Reforma Tributária Global” é estabelecer um imposto mínimo de 15% e tributar as grandes companhias no local que elas operam e obtém lucros, não somente onde estão registradas formalmente.
Consequência: Multinacionais — especialmente as BIG Techs — costumam alterar seus endereços fiscais para países em que os impostos são menores. Com uma taxa mínima estabelecida, é provável que essa prática seja desestimulada.
A Irlanda é sede de várias empresas de tecnologia que operam globalmente por oferecer uma alíquota de imposto corporativo de 12,5%, tributação menor que a dos Estados Unidos, por exemplo.
Não à toa, a ideia inicial veio de Joe Biden…
O presidente americano já havia demonstrado interesse nessa taxação global e, ao apresentar seu plano de infraestrutura, já contava com US$ 1,5 bilhão provenientes de alta na arrecadação de impostos americanos com os impactos da medida.
O agreement entre as maiores economias do mundo é um impulso para um acordo mundial. A expectativa é que, na reunião do G20 em julho, a medida comece a se concretizar e o processo avance.