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CPI DA COVID-19

CPI DA COVID-19: Depoimento de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã

Ontem o diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas prestou seu depoimento na CPI. Vamos ao que ele disse.

O Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a iniciar a vacinação contra a doença. Isso não ocorreu por “percalços” no fechamento do contrato entre o instituto e o governo federal e pela demora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na aprovação do uso emergencial de vacinas.

O Butantan poderia ter entregue 100 milhões de doses para o governo federal até este mês de maio. Pela demora na assinatura do contrato, o prazo teve que ir para setembro, segundo o diretor.

O contrato entre o Instituto e o Ministério da Saúde foi firmado em janeiro de 2021, seis meses depois que o Butantan fez a primeira oferta.

Atualmente, a CoronaVac é a vacina contra a Covid-19 que mais foi aplicada no Brasil.

A vacina produzida pelo instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês SinoVac, foi motivo de intensa disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O Butantan é ligado ao governo estadual. Bolsonaro desdenhou a CoronaVac ao longo de 2020 e chegou a dizer que o governo federal não compraria o imunizante.

Dimas Covas é a décima pessoa a prestar depoimento à CPI. O médico e pesquisador será ouvido na condição de testemunha, tendo que se comprometer a dizer a verdade, sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho.

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Por Niceana Maria

Jornalista; Licenciada em Letras Português/Inglês

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