Após onze dias de confronto em Gaza, Israel e Hamas anunciaram um cessar-fogo, que se iniciou ontem mesmo, às 2h da manhã do horário local.
De um lado, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, disse que seu gabinete de segurança votou a favor de uma trégua mútua e incondicional por unanimidade.
Do outro, o assessor do chefe do Hamas afirmou que o grupo palestino vai suspender seus ataques, obedecendo o acordo, se Israel seguir fazendo o mesmo. Outro membro do grupo disse que recebeu garantia dos mediadores de que isso aconteceria.
Quem são esses mediadores? Bom, a ONU e diversos Chefes de Estado já vinham fazendo pressão para que o confronto fosse suspenso. Mas quem esteve à frente dessa mediação foi o presidente do Egito, que, inclusive, recebeu elogios de Joe Biden.
Da Casa Branca, o presidente americano defendeu a segurança, a democracia e a liberdade — tanto dos palestinos quanto dos israelenses.
Ainda disse que reabastecerá o sistema antimísseis de Israel, utilizado para defender mais de 4.300 foguetes nos últimos dias, e que, junto a outros países e à ONU, fornecerá assistência humanitária rápida para Gaza.
Antes do horário definido para o cessar-fogo, foi registrada a chegada de mais alguns mísseis na região israelense próxima à fronteira.
Esse foi o pior momento nos combates entre Israel e Hamas desde 2014. Ao todo, foram 244 mortos, sendo 232 em Gaza e 12 em Israel, além de mais de dois mil feridos por conta dos ataques aéreos.