Ontem, o segundo ministro da Saúde do Brasil durante a pandemia, por 28 dias, fez seu depoimento na CPI da COVID-19. De uma forma bem clara, veja o que ele disse:
Pediu demissão por causa do desejo do Governo em ampliar o uso da cloroquina, e não sabia da produção do medicamento pelo Exército;
Percebeu que não teria autonomia no comando do ministério;
Seria melhor que seu sucessor tivesse mais conhecimento em gestão de saúde;
Faltou planejamento na desmontagem de hospitais de campanha;
A tese de imunidade de rebanho é um erro;
A economia foi tratada como dinheiro e empresa, e a saúde como vidas e mortes, mas, quando se fala de economia, está se falando de gente.
O último ministro, Eduardo Pazuello, vai depor no dia 19. Ontem, a CPI aprovou a convocação de Fábio Wajngarten e Ernesto Araújo, além do secretário de Saúde do Amazonas e os representantes do Butantan, da Fiocruz, da União Química e da Pfizer.