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Como será o Brasil de Lula ?

Olhando pra frente; comemorações ou luto à parte, a partir do dia 01/01/2023, o Brasil terá um novo comandante e uma pergunta que, naturalmente, está sendo feita é: como será o país com Luiz Inácio à frente do governo?

Antes das pautas e propostas do futuro presidente, é importante um contexto de como Lula irá pegar o Brasil, depois de 4 anos da gestão do Governo Bolsonaro.

PIB: R$ 8,7 tri (dados de 2021, IBGE)
Inflação: 7,17% (IPCA de 12 meses)
Desemprego: 8,9% (agosto 2022)
Ibovespa: 114.539 pontos (último pregão)
Dólar: R$5,34 (última cotação oficial)

Quando venceu sua primeira eleição, em 2002, Lula manteve várias políticas herdadas do governo antecessor, como o regime de metas de inflação, e aprofundou outras, como as políticas de transferência de renda, que beneficiam famílias em situação de pobreza.

Como estava o mundo? O contexto global, no geral, era bem mais tranquilo do que o cenário atual — em que há boa parte do mundo em recessão.

Nas primeiras décadas dos anos 2000, o Brasil viu um crescimento substancial da sua economia, com o impulso da década de ouro do petróleo, assim como a Venezuela e Colômbia.

Olhando para frente, um pouco do que se espera de Lula:

Socialmente: Colocando o combate à fome como prioridade do seu governo já no primeiro discurso, Lula sempre se fundamentou em pautas sociais. O petista propõe papel incisivo do Estado e promete fortalecer programas assistenciais, como o Bolsa Família.

Economicamente: Lula destaca a revogação do teto de gastos, renegociação de dívidas das famílias e aumento dos investimentos públicos. Além disso, já se posicionou contra a privatização das estatais. É visto pelo mercado como uma personalidade mais “estável” do que Bolsonaro, mas ainda não indicou um Ministro da Economia — o que preocupa a Faria Lima;

Politicamente: O partido do Bolsonaro terá a maior bancada na Câmara dos Deputados, cenário que resultou em um Congresso mais à direita. Assim, Lula enfrentará desafios para negociar com os parlamentares — contando com a ajuda de quatro governadores eleitos do PT e de seu vice, Geraldo Alckmin.

Relações internacionais: Durante a campanha, Lula defendeu o fortalecimento do Mercosul e mais diálogo com a África, EUA e os Brics. Sobre as ditaduras latino-americanas de esquerda, ele defende o respeito à soberania dos povos, afirmando que não cabe a ele se intrometer nos regimes.

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Governo arrecada R$ 304 bilhões em privatizações

Sabe quando você estoura o limite do cartão de crédito e sai vendendo suas coisas para equilibrar os gastos? Quando o assunto é dívida pública, vender estatais pode ter um efeito parecido com vender blusinhas antigas.

Entre privatizações e desinvestimentos em estatais, o atual governo arrecadou quase 305 bilhões ao longo de todo o mandato.
Como está a conta? A maior parte do valor arrecadado, um pouco mais que 235 bi, foi levantado com a venda de subsidiárias de estatais e com ações detidas pela União em empresas.

Explicando… As subsidiárias são outras empresas que estão abaixo de organizações como a Petrobras, diretamente ligadas à atividade — e mais simples de serem vendidas por não precisarem de tantos acordos políticos.

O dinheiro está sendo usado, principalmente, para reduzir a dívida pública do país, que está em quase 6 trilhões de reais. A exceção fica para a venda da Eletrobras, com parte do valor usado para pagar despesas da PEC Kamikaze.

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Desacelerou

O IPCA — o principal número da inflação, para os leigos — do mês de maio veio abaixo do esperado, trazendo o questionamento se a alta de preços já passou pelo seu topo. Será?

Antes, a notícia: O indicador teve alta de 0,47% em relação ao mês anterior, sendo que a expectativa do mercado era de 0,6%.

O que isso significa? Os preços subiram, mas menos do que o esperado — essa foi, na verdade, a primeira taxa mensal abaixo de 1% desde janeiro. Essa desaceleração está dividindo os economistas…

De um lado, estão os que acreditam que a inflação chegou ao pico;

Do outro, alguns apostam que os preços continuarão disparando neste ano.

Com essa dúvida, não há um consenso sobre quais serão os próximos passos do Banco Central em relação aos juros, usados para conter a inflação. Resta esperar.

Dentre os maiores vilões de maio, estão as passagens aéreas e os remédios. Já os que mais aliviaram foram a energia elétrica — a bandeira esverdeou — e os alimentos.

Sobre os alimentos, inclusive… Bolsonaro pediu, ontem, que os supermercados diminuam a margem de lucro na cesta básica. A intenção é que os empresários ajudem a conter a alta dos preços para as famílias, principalmente as mais pobres.

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Em 12 estados brasileiros existem mais pessoas recebendo auxílio do que empregadas

Número interessante. Em 12 das 27 unidades federativas do Brasil, o número de beneficiários do Auxílio Brasil é maior que o de empregos com carteira assinada.

Todas esses 12 estados estão nas regiões Norte e Nordeste, mostrando uma alta dependência do dinheiro público nessas regiões.

Essa proporção é grande ou pequena? Para comparar, antes da pandemia, eram 8 Estados com mais benefícios do que empregos formais — em 2020, o número subiu para 10 e, recentemente, para 12.

Analisando o que aconteceu… Essa alta se deu, principalmente, porque foram incluídas 2,7 milhões de famílias no Auxílio Brasil, em janeiro.

Com isso, a proporção dos beneficiários em relação aos trabalhadores com carteira assinada chegou ao recorde de 43,8%.

Deixando o título menos sensacionalista… No cálculo, não entram os funcionários do setor público e os trabalhadores informais — que representam quase metade da força de trabalho brasileira (48,7%) e podem receber o auxílio.

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Ministro da economia anuncia redução de 18% na conta de luz

É isso mesmo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou o fim da tarifa extra para as contas de luz, que, segundo ele, poderá fazer as contas dos consumidores residenciais cair 18% no próximo mês.

Segundo o ministro, a retirada da bandeira de escassez hídrica considerou os níveis dos reservatórios, assim, não colocará em risco as empresas.


Contexto: Pra quem está perdido, a bandeira de escassez hídrica foi criada pelo governo em agosto de 2021, durante o período de seca. Na prática, ela representou um aumento nas contas de energia dos consumidores.

Voltando para o anúncio… O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a recuperação dos níveis dos reservatórios fez o governo antecipar o fim da bandeira tarifária, prevendo uma redução de cerca de 20% nas tarifas.

Alerta: As contratações já feitas para uso obrigatório de termelétricas — que vão até 2025 — podem continuar pressionando o preço da tarifa de energia, fazendo com que sua conta de luz não barateie tanto assim.

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Quantos impostos foram cortados em 2022 ?

Chutar esse número é difícil, mas, se quiser tentar, já aviso: o volume foi grande. Nos três primeiros meses deste ano, foram reduzidos pelo menos 6 tributos, chegando a R$ 57,5 bilhões.

Dentre os cortes já anunciados — que incluem de reduções a isenções —, estão…

Os impostos sobre produtos industrializados;
Sobre operações de crédito, câmbio e seguro;
Alíquotas de PIS e Cofins sobre diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene;
Os impostos de importação sobre itens de cesta básica, etanol e bens de informática;
Alíquotas sobre motos aquáticas — os famosos jet-skis — e balões;
Imposto de renda para investidores estrangeiros.
“Por que reduzir e isentar impostos?” O objetivo é duplo: i) aquecer a economia e ii) desacelerar a inflação. Exemplos…

Os produtos que você compra têm impostos embutidos. Com menos tributos, eles ficam mais baratos e você fica mais aberto a comprá-los. Por outro lado, esse aquecimento não significa um aumento da inflação num primeiro momento — que nada mais é que a alta de preços.

Na prática, nesses casos, a população deixou de pagar os tributos, ou pagou menos, enquanto o governo passou a arrecadar menos dinheiro.

Mas nada que impactou: Essas medidas foram realizadas em meio a recordes de arrecadação — em janeiro e fevereiro, a arrecadação alcançou R$ 386,3 bilhões, alta anual de quase 13% —, mas, nos próximos anos, elas podem impactar no Orçamento.

Ao diminuir os impostos, o governo estimula a economia sem criar novas despesas. O alerta surge para o médio prazo, se as arrecadações caírem do patamar atual.

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Remédio da Pfizer contra a COVID é aprovado no Brasil

Lembram desse nome? Ontem, a Anvisa aprovou o uso emergencial do medicamento Paxlovid, fabricado pela Pfizer, para tratar a COVID-19.

O remédio já foi aprovado para uso emergencial em ao menos 40 países, incluindo Estados Unidos, Europa, Canadá, China, Austrália, Japão, Reino Unido e México.

Quem deve tomar o remédio? O Paxlovid tem venda sob prescrição médica e é indicado para o tratamento da COVID-19 em adultos com casos leves e moderados que apresentam risco de progressão grave da doença.

Qual a eficácia? O medicamento foi 89% eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes, e os dados sugerem que ele mantém sua eficácia contra a Ômicron.

Os especialistas ressaltam que o remédio não é uma forma de prevenção contra a infecção, como é o caso da vacinação, e sim de tratamento.

E como anda a COVID?
Boas notícias aqui no Brasil. Em queda, a média móvel de casos atingiu o menor patamar desde 7 de janeiro.

Nesse final de semana, há expectativa de que seja publicada uma suspensão da quarentena e dos testes para vacinados que chegam ao Brasil.

Além disso, o governo federal estuda flexibilizar o uso de máscaras no ambiente de trabalho. Estamos mesmo voltando ao velho normal.

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Governo anuncia microcrédito para empreendedores

Notícia boa para os informais. Através do Programa de Simplificação do Microcrédito Digital para Empreendedores, o governo criou uma nova linha para empréstimos a trabalhadores informais e microempreendedores individuais.

Operado pela Caixa, em parceria com o Sebrae, o objetivo é beneficiar, nos primeiros 12 meses, 4,5 milhões de empreendedores — haja crédito.
A ideia… Com o programa, o governo quer que os trabalhadores informais sejam formalizados, já que, para para pegar o crédito, terão que “dizer quem são”. Além disso, ao aumentar o acesso ao capital, há um estímulo na economia.

A relevância: Juntas, as micro e pequenas empresas no país representam 27% do nosso PIB e, hoje, o Brasil tem 38 milhões de trabalhadores sem vínculo formal — ou seja, a novidade vai interessar muita gente.

Mais detalhes…

Os valores estarão disponíveis para pessoas físicas e MEIs com limites de R$ 1 mil e R$ 3 mil, respectivamente. No caso de pessoas físicas, é preciso exercer alguma atividade produtiva ou de prestação de serviços informal.

Como exemplos, você pode pensar desde um feirante até o senhor que vende cachorro-quente na praça.
Os valores estarão liberados a partir do dia 28 de março, e o pedido poderá ser feito através do aplicativo da Caixa. Além disso, no caso do MEI, é preciso comprovar pelo menos 12 meses de faturamento.

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Guedes é interrogado devido offshores

Pandora Papers. No mês passado, uma série de bilionários, envolvendo alguns políticos e nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, tiveram nomes divulgados como detentores de empresas offshores — ou seja, abertas em territórios com menor tributação.

Quando as informações foram divulgadas, houve um reboliço na mídia, especialmente no sentido de enfatizar que elas são muito utilizadas para realização de manobras fiscais — de fato, são, mas também são legais.

Ok, mas e aí? Paulo Guedes foi “convidado” por uma Comissão parlamentar a prestar esclarecimentos sobre o tema diante de deputados, que tiveram o direito de interrogá-lo livremente sobre o tema ontem.

Como foi?

Depois de uma série de perguntas, Guedes abriu seu discurso dizendo que o assunto é irrelevante no atual momento econômico do país, fazendo questão de classificar suas movimentações financeiras como “absolutamente legais”.

Nas palavras de PG: “A offshore é como uma faca, você pode usar para matar alguém ou pode usar para cortar uma laranja”. Boa analogia?

Questionado sobre o motivo das offshores, o ministro respondeu que foi aconselhado a fazer isso por questões sucessórias. Guedes utilizou o imposto sobre herança americano, de 46%, como motivação para abertura de sua offshore.

No ano de 2020, o ministro assinou uma resolução que aumentava, de US$ 100 mil para US$ 1 milhão, o mínimo de remessas ao exterior que devem ser informadas ao Banco Central.

Sobre isso, o economista acrescentou que não enviou remessas ao Brasil durante seu período no governo e que declara anualmente os valores à Receita Federal, e para a Comissão de Ética da Presidência da República.

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Papai Noel, esse ano eu quero em Pix!

Com uvas passas ou não, a ceia de Natal desse ano vai ficar mais cara para o consumidor, e já estamos familiarizados com o motivo: a inflação.

No caso da clássica refeição natalina, os alimentos que a compõem encareceram do ano passado para cá. Veja:

O frango inteiro — um dos alimentos mais procurados nesta época, que substitui o peru — teve alta de 27,34%;
O panetone — com frutinhas ou chocolate? — disparou 25%.
O ovo, que costuma aparecer nas saladas, aumentou 20%;
Os pães, para a clássica rabanada, subiram cerca de 11,12%;
Enquanto isso, apenas o arroz teve queda de preço, de 4,25%, no período.
O que explica?

Especificamente, o aumento do preço da carne de frango e dos ovos — dois dos itens que mais subiram — se deve ao encarecimento dos insumos, como o farelo de soja e de milho.

Além disso, há a energia elétrica — para o funcionamento dos frigoríficos — e o diesel — transporte —, que também influenciam, além da maior demanda por causa da alta dos preços das carnes.

Aproveitando o assunto…

Muitos definem a inflação apenas como a alta dos preços. Isso é verdade, mas ela também é resultado da desvalorização da moeda. Quanto mais reais no mercado brasileiro, por exemplo, menos ele vale — e aí os preços sobem.